Vergara (2009), em sua obra Gestão de Pessoas, aborda os vários aspectos que envolvem o poder e o exercício da liderança nas organizações, e destaca que o conceito de liderança se aplica a poder, o qual tem três fontes: a personalidade, a propriedade (riqueza) e a organização. Vergara ressalta que no contexto atual há uma nova forma de ver e lidar com o poder, para responder com agilidade e criatividade às mudanças do mundo contemporâneo. Essa nova forma contribui para o autodesenvolvimento do gestor, para o desenvolvimento da organização, e pode ser fator de motivação para as demais pessoas da empresa. Segundo a autora, essa nova forma de ver e lidar com o poder refere-se
- A)ao compartilhamento de poder pelo líder, abrindo-se ao diálogo.
Certa, porque traduz a ideia de poder compartilhado, com diálogo e participação, que é exatamente a leitura contemporânea destacada por Vergara.
- B)ao empoderamento daquelas pessoas que se especializaram em suas áreas.
Errada, porque especialização técnica ajuda na autoridade, mas não define a nova forma de lidar com o poder mencionada pela autora.
- C)à delegação de poder de acordo com a capacidade demonstrada pelo liderado.
Errada, porque delegar é importante, mas a questão trata de uma visão mais ampla de compartilhamento de poder, e não apenas de repasse de tarefas conforme desempenho.
- D)à pulverização do poder, deixando que cada qual decida como agir a assuma as consequências.
Errada, porque pulverizar totalmente o poder pode gerar dispersão e não corresponde à proposta de liderança com diálogo e construção conjunta.
- E)à revitalização do poder de posição, por meio de assessorias, para tomar decisões com excelência.
Errada, porque reforça o poder de posição e a centralização decisória, justamente o oposto da mudança apontada no enunciado.
Gabarito: A
Vergara mostra que liderança não é só mandar, cobrar e distribuir ordens como se o poder fosse um troféu na mesa. Ela parte da ideia de que o poder pode nascer de três fontes: personalidade, riqueza/propriedade e organização. Só que, no mundo atual, isso já não basta para lidar com mudanças rápidas, equipes mais autônomas e necessidade de inovação. Nesse cenário, a autora defende uma forma mais moderna de exercer o poder: menos centralização e mais participação. O líder deixa de ser o centro de tudo e passa a dividir espaço, ouvir, negociar e construir junto. Isso fortalece o autodesenvolvimento do gestor, ajuda a organização a aprender e ainda motiva as pessoas, que se sentem parte das decisões. É por isso que o gabarito aponta para o compartilhamento de poder pelo líder, com abertura ao diálogo. Essa lógica combina com a ideia de liderança participativa e com o poder visto como algo que circula nas relações, não como um bloco preso a uma única pessoa. Em vez de mandar sozinho, o líder cria condições para que o grupo pense, opine e atue com mais responsabilidade. Na prática, isso é bem comum em abordagens contemporâneas de gestão: liderar é influenciar, articular e desenvolver pessoas, e não apenas impor autoridade. Quando o poder é compartilhado com diálogo, a equipe responde melhor às mudanças e a organização ganha agilidade, aprendizado e engajamento.