Sobre a literacia familiar, conforme apresentada no Plano Nacional de Alfabetização (BRASIL, 2019), é correto afirmar que se trata de
- A)um momento de familiarização da criança com as regras da língua, conforme apresentada pela escola ainda no período da educação infantil.
Errada, porque literacia familiar não é apenas familiarizar a criança com as regras da língua pela escola, mas valorizar interações de linguagem no ambiente familiar.
- B)uma proposta de alfabetização em que o aprendizado da leitura e da escrita acontece em casa, em vez de na escola.
Errada, porque não se trata de substituir a escola pela casa na alfabetização, e sim de complementar o desenvolvimento da linguagem com práticas familiares.
- C)uma análise do grau de escolaridade de pais, responsáveis ou cuidadores da criança, sinalizando o grau de dificuldade que ela deve encontrar na escola.
Errada, porque literacia familiar não é medir escolaridade dos responsáveis nem prever dificuldade escolar da criança.
- D)uma fase do processo de alfabetização, posterior ao domínio mecânico da leitura e da escrita, focado na aquisição de repertório literário.
Errada, porque não é uma fase posterior da alfabetização, mas um conjunto de experiências de linguagem vividas com a família desde cedo.
- E)práticas e experiências relacionadas à linguagem junto aos familiares ou cuidadores, incluindo a leitura partilhada, a conversa com a criança e o contato com livros ilustrados.
Certa, porque define exatamente práticas e experiências de linguagem com familiares ou cuidadores, como leitura partilhada, conversa e contato com livros ilustrados.
Gabarito: E
Literacia familiar, no contexto do Plano Nacional de Alfabetização (BRASIL, 2019), não é “ensinar a criança em casa no lugar da escola”. A ideia é outra: reconhecer que a família também participa do desenvolvimento da linguagem e da futura alfabetização por meio de interações cotidianas, leves e naturais. Isso inclui coisas simples e muito importantes, como conversar com a criança, ler histórias em voz alta, mostrar livros ilustrados, cantar, brincar com rimas e apontar palavras, figuras e textos do dia a dia. Em vez de transformar a casa em sala de aula, a proposta valoriza experiências afetivas e ricas em linguagem. É o famoso “aprender sem perceber que está aprendendo”. Por isso, a alternativa E está correta: ela descreve práticas e experiências relacionadas à linguagem junto aos familiares ou cuidadores, exatamente como a noção de literacia familiar apresentada no PNA. A família não substitui a escola, mas amplia o contato da criança com a linguagem escrita e oral desde cedo. As demais alternativas erram porque confundem literacia familiar com alfabetização formal, escolarização, diagnóstico da família ou uma etapa posterior da leitura e da escrita. O foco aqui é interação, mediação e ambiente letrado em casa, não um método de ensino doméstico nem um teste sobre o grau de instrução dos adultos.