Pesquisadores contemporâneos indicam que as transformações esperadas na educação não serão responsabilidades apenas dos especialistas, no entanto estes serão os artífices da construção de um novo tempo na qualidade de mediadores, articuladores do processo educacional. Suas tarefas principais, além do conhecimento específico, podem ser vistas na trilogia:
- A)executar/atingir, fazer/perseverar e desejar/conseguir.
Errada, porque traz verbos ligados a execução e desejo, mas não expressa a dimensão reflexiva e criativa esperada do mediador educacional.
- B)convencer/manipular, objetivar/focar e conquistar/afetar.
Errada, pois convoca ideias de manipulação e conquista, que destoam totalmente do papel pedagógico ético e formativo do professor.
- C)pensar/refletir, discutir/analisar e produzir/criar.
Certa, porque reúne reflexão, análise e criação, exatamente a trilha esperada de um educador mediador e articulador do processo educativo.
- D)estudar/aplicar, questionar/contornar e acreditar/sonhar.
Errada, já que mistura ações pedagógicas pouco coerentes entre si e não traduz a tríade formativa indicada no enunciado.
- E)planejar/executar, avaliar/classificar e aceitar/continuar.
Errada, porque planejar e avaliar são importantes, mas a sequência apresentada não corresponde à tríade conceitual pedida pela questão.
Gabarito: C
A questão trabalha uma visão contemporânea do papel do educador: ele não é só alguém que repassa conteúdo, mas um mediador do processo educativo, capaz de orientar, problematizar e ajudar o aluno a construir conhecimento. Essa ideia combina com abordagens pedagógicas mais ativas, em que o professor deixa de ser o centro absoluto da aula e passa a organizar situações de aprendizagem significativas. Quando o enunciado fala em "trilogia", está apontando para três ações essenciais do trabalho pedagógico: pensar/refletir, discutir/analisar e produzir/criar. Primeiro, o professor precisa pensar sobre a prática, porque ensinar sem reflexão vira rotina automática. Depois, ele discute e analisa situações, conteúdos e dificuldades, o que ajuda a dar sentido ao que está sendo ensinado. Por fim, ele produz e cria estratégias, materiais e caminhos para que a aprendizagem aconteça de verdade. Essa lógica aparece muito em autores da pedagogia crítica e reflexiva, como Paulo Freire, para quem ensinar exige curiosidade, reflexão e ação transformadora. Também dialoga com a ideia de professor pesquisador e mediador, alguém que interpreta a realidade da sala de aula e intervém de modo consciente, e não apenas mecânico. Por isso, o gabarito é a letra C. As outras alternativas misturam verbos que têm pouco a ver com a função formativa e reflexiva do educador. Em concurso, quando aparecer esse tipo de frase mais filosófica sobre o professor, desconfie das opções com tom de controle, adaptação passiva ou ações genéricas demais.