O currículo cultural possui diversas atividades de ensino que ajudam a construir o processo de ensino e aprendizagem na Educação Física escolar. Nesse sentido, Neira (2011) ressalta que a atividade de ensino denominada de ressignificação favorece a construção de identidades:
- A)democráticas, por meio de troca entre alunos, entre alunos e professor, da aceitação das diferenças e do respeito ao outro
Correta, porque a ressignificação no currículo cultural favorece identidades democráticas, construídas no diálogo, na troca e no respeito às diferenças.
- B)autoritárias, por meio de troca entre alunos, entre alunos e professor, da aceitação das diferenças e do respeito ao outro
Errada, porque a proposta do currículo cultural não é autoritária, e sim baseada em diálogo e valorização da diversidade.
- C)democráticas, por meio de troca apenas entre alunos e da valorização de identidades únicas no trabalho pedagógico
Errada, porque a troca não ocorre apenas entre alunos, e a identidade não é tratada como única, mas plural e construída coletivamente.
- D)autoritárias, por meio do trabalho pedagógico de conteúdos que valorizam as minorias políticas do Brasil
Errada, porque a ressignificação não tem caráter autoritário nem se limita a conteúdos voltados a minorias políticas; ela trabalha significados culturais e relações de respeito.
Gabarito: A
No currículo cultural da Educação Física, o foco não é só repetir técnicas ou buscar “o jeito certo” de fazer o movimento. A ideia é valorizar as experiências dos alunos, suas culturas, seus repertórios e os diferentes significados que cada prática corporal pode ter no grupo. É uma visão mais aberta, dialógica e crítica do ensino. Dentro dessa proposta, a ressignificação é uma atividade de ensino em que os alunos reinterpretam práticas corporais, atribuindo novos sentidos a elas a partir do debate, da comparação de vivências e do contato com diferentes pontos de vista. Isso ajuda a construir identidades porque cada estudante percebe que sua cultura importa, mas também aprende a conviver com a diferença. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Neira defende que, no currículo cultural, a ressignificação favorece identidades democráticas, construídas por meio da troca entre alunos e entre alunos e professor, com aceitação das diferenças e respeito ao outro. Em outras palavras: ninguém precisa sair da aula “igualzinho”, e isso é ótimo. Essa lógica combina com a perspectiva multicultural crítica adotada por autores como Neira, que valorizam o currículo como espaço de diálogo, inclusão e problematização das práticas corporais, em vez de mera reprodução de conteúdo.