O Currículo Base do Território Catarinense aponta que a concepção da Educação Básica como direito vem acompanhada de duas dimensões, que são imprescindíveis para a sua realização. De acordo com o Documento, essas dimensões são:
- A)da educação com posturas antirracistas e ideias não discriminatórias e excludentes.
Errada, porque antirracismo e combate à discriminação são princípios importantes, mas não são as duas dimensões indicadas pelo documento nessa formulação.
- B)a ideia de uma educação comum e a do respeito às diferenças.
Certa, pois expressa a combinação entre uma educação comum, que garante o direito de todos, e o respeito às diferenças, que assegura pluralidade e inclusão.
- C)um espaço de convivência cidadã e relações de gênero e de diversidade sexual comuns.
Errada, porque reduz a discussão a convivência cidadã e diversidade sexual, fugindo da formulação central do documento sobre educação comum e respeito às diferenças.
- D)Nenhuma das alternativas.
Errada, porque há uma alternativa correta e ela corresponde exatamente ao conteúdo do Currículo Base.
Gabarito: B
O Currículo Base do Território Catarinense trabalha a Educação Básica como um direito que precisa ser garantido para todos, mas sem transformar a escola em um espaço de uniformidade forçada. A ideia central é simples: a escola deve ser comum, no sentido de assegurar a todos um acesso igual ao currículo e às aprendizagens essenciais, e ao mesmo tempo respeitar as diferenças dos estudantes, suas histórias, culturas, ritmos e necessidades. Essas duas dimensões caminham juntas. Se você pensa só na parte comum, corre o risco de apagar as singularidades. Se pensa só nas diferenças, pode perder de vista o direito de todos a uma formação básica compartilhada. O documento catarinense busca esse equilíbrio, bem alinhado à LDB (Lei 9.394/1996), à BNCC e aos princípios constitucionais de igualdade, pluralidade e respeito à diversidade. Por isso o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente essa dupla perspectiva: uma educação comum para garantir o direito de todos ao básico e o respeito às diferenças para que esse direito não seja padronizado de forma cega. Em concurso, quando aparecer currículo, direito à educação e diversidade, desconfie de alternativas muito ideológicas, muito estreitas ou que tratem só de um pedaço da proposta. Em resumo: a escola pública não é para copiar todo mundo no mesmo molde, nem para cada um seguir totalmente isolado. Ela deve oferecer uma base comum com olhar atento às diferenças. É essa a lógica do documento.