No cotidiano da escola infantil, é fundamental que o educador possa orientar as regras para convívio social e o manejo da resolução dos conflitos. A respeito das expectativas comportamentais de cada faixa etária das crianças da educação infantil, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente. ( ) Bebês com seis semanas de vida não choram para manipular os adultos, mas sim para comunicar as suas necessidades. ( ) Crianças de dois anos se comportarem de maneira rebelde, não estão tentando ser “más”; pelo contrário, só estão aprendendo a se afirmar no mundo. ( ) Se uma criança de três anos fala inverdades, tal fato deve ser caracterizado como “mentira”, já que nessa idade a criança já compreende a diferença entre ficção e realidade. ( ) Uma criança de quatro anos que “rouba” algo está exibindo sinais de que tem uma natureza criminosa, pois nessa etapa já deve diferenciar sem ajuda o certo do errado.
- A)C - C - E - E.
Correta, porque a 1ª e a 2ª afirmativas estão certas e a 3ª e a 4ª estão erradas.
- B)E - E - C - C.
Errada, porque inverte a análise das afirmativas e trata como verdadeiros enunciados que são incompatíveis com o desenvolvimento infantil.
- C)C - E - E - C.
Errada, porque troca o valor das assertivas e ainda supõe maturidade moral e cognitiva que a criança pequena ainda não tem.
- D)E - C - C - E.
Errada, porque atribui comportamento rebelde e noções morais complexas de forma inadequada às faixas etárias mencionadas.
Gabarito: A
Na Educação Infantil, você precisa olhar para o comportamento da criança com lente de desenvolvimento, e não com a régua do adulto. Bebês choram porque ainda não falam, não porque estejam “manipulando” ninguém. O choro é comunicação de necessidade, desconforto, fome, sono ou medo. Isso é bem alinhado com a visão da psicologia do desenvolvimento e com as orientações pedagógicas da Educação Infantil, que valorizam o cuidado e a escuta sensível. Também é importante lembrar que, por volta dos dois anos, a criança está construindo autonomia, identidade e vontade própria. Então aquele “não”, a birra e a oposição costumam ser sinais de afirmação do eu, não de maldade. A criança pequena testa limites porque ainda está aprendendo a conviver, e cabe ao educador acolher, orientar e colocar regras com firmeza e afeto. Já aos três anos, a criança ainda mistura fantasia, imaginação e realidade. Por isso, falar algo inverídico nessa fase não deve ser lido logo como “mentira” no sentido moral de um adulto. Nessa idade, ela ainda não domina plenamente essa diferença. O mesmo vale para os quatro anos: se pega algo, isso não autoriza concluir que exista uma “natureza criminosa”. Nessa etapa, a criança ainda está aprendendo noções de certo e errado, de propriedade e de limites, e precisa de mediação educativa, não de rótulos. Por isso o gabarito é a alternativa A, porque as duas primeiras afirmações estão corretas e as duas últimas estão erradas. A lógica da questão é bem típica da Educação Infantil: entender o comportamento infantil como parte do desenvolvimento, e não como intenção moral adulta. A LDB (Lei nº 9.394/1996) e a BNCC reforçam uma prática pedagógica que respeita os direitos de aprendizagem, a convivência e o desenvolvimento integral da criança.