Ao adaptar livros de histórias para alunos com dificuldades cognitivas e linguísticas, o monitor de apoio deve:
- A)alterar completamente a estrutura narrativa do livro, transformando a história em uma sequência de eventos simples.
Errada, porque alterar completamente a estrutura narrativa descaracteriza a obra e vai além de uma adaptação pedagógica razoável.
- B)substituir o texto original por um resumo simplificado, mantendo apenas os aspectos principais da história, sem as nuances culturais e literárias.
Errada, porque reduzir tudo a um resumo simplificado apaga nuances importantes e empobrece a experiência literária e cultural.
- C)integrar elementos gráficos e visuais, como ícones e legendas explicativas, ao texto, de forma que os alunos possam associar palavras e imagens e facilitar a compreensão do conteúdo.
Certa, porque o uso de ícones, legendas e imagens auxilia a associação entre linguagem verbal e visual, favorecendo a compreensão.
- D)remover os personagens secundários da narrativa para não sobrecarregar os alunos com excesso de informações.
Errada, porque remover personagens secundários pode distorcer a narrativa sem necessidade e não é a melhor estratégia de acessibilidade.
Gabarito: C
Quando você adapta um livro de histórias para alunos com dificuldades cognitivas e linguísticas, a ideia não é “empobrecer” a leitura, e sim torná-la acessível. O foco é garantir compreensão, participação e vínculo com a narrativa, sem destruir o sentido do texto original. Em inclusão, o recurso visual costuma ser um grande aliado, porque ajuda a conectar palavra, imagem e contexto, facilitando a leitura e a construção de significado. Por isso, a adaptação pedagógica pode incluir ícones, legendas, imagens, organização mais clara da página e apoio visual ao vocabulário. Esses elementos funcionam como pontes para o aluno, especialmente quando há dificuldade para processar linguagem verbal de forma mais abstrata. Na prática, você não “troca a história por outra”, mas cria caminhos mais simples para chegar à mesma história. O gabarito é a letra C porque ela respeita esse princípio: integra recursos gráficos e visuais ao texto para apoiar a associação entre palavras e imagens e melhorar a compreensão. Isso está alinhado às práticas de educação inclusiva e ao dever de oferecer acessibilidade pedagógica, previsto na LDB (Lei 9.394/1996), na perspectiva da educação especial na educação inclusiva, e reforçado pela LBI (Lei 13.146/2015), que destaca a eliminação de barreiras na aprendizagem. Resumindo: adaptar não é mutilar o conteúdo, nem transformar o material em algo sem identidade. É ajustar a forma de apresentação para que o aluno consiga acessar a leitura com mais autonomia e menos sofrimento intelectual. A boa adaptação ajuda sem virar “leitura de condomínio fechado”.