De acordo com Weiz, boas situações de aprendizagem costumam ser aquelas em que
- A)a organização da tarefa pelo professor garante o acúmulo e sistematização do objeto de ensino.
Errada, porque reduz a aprendizagem à organização do professor, como se isso, sozinho, garantisse o ensino e a construção do conhecimento.
- B)o conteúdo trabalhado mantém suas características de objeto escolar vazio de significado social.
Errada, pois o conteúdo escolar não deve ser vazio de significado social; ao contrário, precisa fazer sentido para o aluno e para a realidade.
- C)os alunos precisam pôr em jogo tudo o que sabem e pensam sobre o conteúdo que se quer ensinar.
Certa, porque uma boa situação de aprendizagem leva o aluno a mobilizar o que já sabe e pensa sobre o conteúdo para construir novos conhecimentos.
- D)o aluno receberá qualquer ensinamento que o professor lhe transmita exatamente como ele lhe transmite.
Errada, porque rejeita a ideia de participação ativa do aluno e defende uma transmissão mecânica, como se aprender fosse receber pronto e igual.
Gabarito: C
Para a visão de Weiz, uma boa situação de aprendizagem não é aquela em que o professor apenas despeja conteúdo, como se o aluno fosse uma caixa vazia. O ponto central é fazer o estudante pensar, comparar, testar hipóteses e mobilizar o que já sabe para avançar no que ainda não domina. Em outras palavras, aprender bem exige conflito cognitivo e participação ativa. O aluno precisa colocar em jogo seus conhecimentos prévios, suas ideias e até seus “achismos” sobre o conteúdo, porque é justamente daí que nasce a reconstrução do conhecimento. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz a ideia de que a aprendizagem acontece quando o aluno age intelectualmente sobre o objeto de estudo, e não quando apenas recebe informação pronta. Essa perspectiva é coerente com abordagens construtivistas e interacionistas, muito presentes na pedagogia contemporânea. As demais alternativas escorregam para um ensino transmissivo ou mecânico. Em prova, quando aparecer Weiz, pense logo em aluno ativo, saber prévio e aprendizagem com sentido, não em cópia de conteúdo.