De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, as escolas devem:
- A)Garantir matrícula preferencial de alunos sem deficiência, priorizando a padronização do ensino.
Errada, porque prioriza alunos sem deficiência e contraria o princípio da inclusão e da igualdade de acesso à educação.
- B)Criar classes especiais obrigatórias para todos os alunos com deficiência, impedindo sua participação no ensino regular.
Errada, porque impõe segregação em classes especiais e afasta o aluno com deficiência do ensino regular, o que não é a orientação legal.
- C)Assegurar que todos os estudantes com deficiência tenham acesso ao ensino regular, com os apoios necessários para sua aprendizagem.
Certa, porque garante matrícula no ensino regular com os apoios necessários à aprendizagem, exatamente como exigem as diretrizes da educação especial.
- D)Evitar a matrícula de alunos com deficiência em escolas regulares, pois podem prejudicar o desempenho acadêmico geral.
Errada, porque nega matrícula e reforça exclusão, violando o direito fundamental à educação inclusiva.
Gabarito: C
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica seguem a lógica da inclusão: a escola comum é o espaço de escolarização de todos, e o estudante com deficiência não deve ser empurrado para fora do ensino regular. A ideia central não é separar, mas garantir acesso, participação e aprendizagem com os apoios necessários, como atendimento educacional especializado, adaptações razoáveis e recursos de acessibilidade. Isso conversa diretamente com a Constituição Federal, a LDB e a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Em resumo: a matrícula deve ocorrer na rede regular, e a escola precisa se organizar para atender a diversidade. Não é o aluno que tem que “se adaptar sozinho” a um modelo duro; é a escola que deve remover barreiras. Por isso, a alternativa C está correta: ela traduz exatamente o dever de assegurar o ingresso no ensino regular com os suportes indispensáveis para a aprendizagem. Inclusão não é favor nem improviso, é dever legal. A escola inclusiva pode até dar trabalho, mas é esse o ponto: garantir educação de verdade para todos, e não só para quem já encaixa no molde. As demais opções caem em ideias antigas e excludentes, como segregação em classes especiais obrigatórias ou recusa de matrícula, o que contraria frontalmente as diretrizes da educação especial. O caminho atual é integração com apoio, e não isolamento.