A participação da família no processo de aprendizagem é uma condição necessária, que demanda a orientação dos responsáveis para ajudar os filhos com dificuldades de aprendizagem. Nesse sentido, cabe ao psicopedagogo institucional:
- A)Orientar as famílias para que não interfiram na condução pedagógica da escola, de modo que os papéis não se misturem
Errada, porque a família não deve ser afastada da vida escolar, mas orientada para participar de forma colaborativa.
- B)Contribuir para a boa comunicação entre escola e família, favorecendo a um clima de confiança e estabelecendo um elo construtivo.
Certa, pois o psicopedagogo institucional deve fortalecer a comunicação entre escola e família, construindo confiança e parceria.
- C)Dar conta de suas atribuições no contexto da escola, sem envolver os pais em questões de aprendizagem
Errada, porque envolver os pais em questões de aprendizagem faz parte da articulação institucional e do apoio ao aluno.
- D)Realizar entrevistas e anamnese desde que a família assine o termo de não intervir no seu trabalho
Errada, porque não existe essa exigência e o trabalho psicopedagógico não depende de uma promessa de não intervenção da família.
- E)Desenvolver planos de intervenção coletivos evitando atendimentos individualizados
Errada, porque a atuação institucional pode prever ações coletivas e também encaminhamentos mais específicos quando necessário.
Gabarito: B
Na área educacional, a família não é coadjuvante decorativa: ela participa do processo de aprendizagem e, quando a escola conversa bem com os responsáveis, o trabalho pedagógico ganha força. O psicopedagogo institucional atua justamente nessa ponte, ajudando a reduzir ruídos entre escola e família e favorecendo uma parceria que apoie o estudante sem culpabilizações. Isso não significa que a família vá mandar na escola, nem que a escola deva se fechar para os responsáveis. O caminho adequado é o diálogo: orientar, esclarecer dúvidas, alinhar expectativas e construir confiança. Em outras palavras, o psicopedagogo ajuda a transformar preocupação em cooperação, em vez de transformar dificuldade em conflito. Por isso, o gabarito está na alternativa B. Ela traduz a função mais compatível com a atuação institucional do psicopedagogo: contribuir para uma comunicação saudável entre escola e família, criando um elo construtivo que favoreça o desenvolvimento do aluno. Esse entendimento está em sintonia com a lógica da gestão democrática e da parceria escola-família prevista na LDB (Lei 9.394/1996), especialmente na ideia de acompanhamento e articulação do trabalho educativo. As demais opções tentam empurrar o profissional para o isolamento ou para condutas inadequadas, como afastar a família, impor termos estranhos ao trabalho técnico ou limitar a intervenção. Em psicopedagogia institucional, a meta não é fechar portas, e sim abrir caminhos de colaboração.