Em relação às tendências pedagógicas, existe uma que subordina educação à sociedade, onde a escola deve formar mão-de-obra para a indústria. Marque a alternativa CORRETA.
- A)Pedagogia liberal renovada progressivista.
Errada, porque a pedagogia liberal renovada progressivista valoriza a aprendizagem ativa do aluno, e não a formação de mão de obra para a indústria.
- B)Pedagogia liberal tecnicista.
Certa, porque a pedagogia liberal tecnicista subordina a educação às demandas sociais e produtivas, enfatizando eficiência, treinamento e preparo para o trabalho.
- C)Pedagogia progressista libertária.
Errada, porque a pedagogia progressista libertária defende autonomia, autogestão e crítica à autoridade escolar, não adaptação industrial.
- D)Pedagogia progressista critico-social dos conteúdos.
Errada, porque a pedagogia progressista crítico-social dos conteúdos prioriza o acesso ao conhecimento historicamente produzido e a formação crítica, não o tecnicismo.
- E)Pedagogia progressista libertadora.
Errada, porque a pedagogia progressista libertadora, inspirada em Paulo Freire, busca conscientização e emancipação, e não treino para o mercado.
Gabarito: B
A questão está falando das tendências pedagógicas e, dentro delas, da visão que coloca a escola a serviço das necessidades da sociedade e do mercado de trabalho. Essa é a marca da pedagogia liberal tecnicista: a educação passa a ser vista quase como um treinamento para produzir eficiência, produtividade e adaptação ao sistema industrial. Nessa linha, o foco não está no aluno como sujeito crítico, mas no desempenho, na técnica e no preparo de mão de obra. É a lógica do “aprender a fazer certo”, com objetivos bem definidos, controle do processo e valorização de resultados mensuráveis. A escola vira uma espécie de linha de montagem educacional, só que com quadro, giz e planejamento. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Ela é a única que traduz essa subordinação da educação à sociedade produtiva, típica do tecnicismo, muito associado ao período da racionalização do ensino no Brasil. Em termos doutrinários, essa tendência costuma ser explicada em autores como Libâneo e Saviani, que descrevem a pedagogia tecnicista como alinhada à eficiência e à demanda do sistema econômico. As demais alternativas falam de abordagens mais centradas no aluno, na liberdade, na crítica social ou na conscientização, o que foge totalmente da ideia de formar mão de obra para a indústria.