A ação de avaliar, em sentido amplo e genérico, faz parte do cotidiano do ser humano. Essa avaliação, embora assistemática, está presente com frequência em diversos momentos e em diferentes aspectos da vida humana. É basicamente uma análise e julgamento de valor sobre o objeto da avaliação, seja ele a própria ação do indivíduo, a do outro, seja fatos ou situações vivenciados em seu ambiente. A avaliação educacional, no entanto, é caracterizada como uma ação sistematizada, contínua, apoiada em determinados pressupostos teórico-científicos e funcional, isto é, deve servir aos fins a que se propõe (Goldberg, 1979, p. 167). (...) No planejamento de uma avaliação, a abordagem metodológica a ser adotada torna-se, entre outras, decisão de fundamental importância, porque dela decorrem outras decisões subsequentes, como, por exemplo, a indicação das técnicas e instrumentos de avaliação mais adequados à situação e ao seu objeto. (Por: Édina Souza de Melo e Wagner Gonçalves 14200pddf) ttp://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1420/1420.pdf) - (p.12) Abordagens metodológicas - como abordagens gerais da avaliação - distinguem-se as abordagens:
- A)Indutiva e dedutiva.
Errada, porque indução e dedução são formas de raciocínio, não abordagens gerais clássicas da avaliação educacional.
- B)Descritiva e analítica.
Errada, porque descritiva e analítica são modos de tratar informações, mas não a dupla central usada para classificar abordagens metodológicas gerais da avaliação.
- C)Analítica e sintética.
Errada, porque analítica e sintética também se referem a formas de análise, e não às grandes abordagens metodológicas da avaliação.
- D)Quantitativa e qualitativa.
Certa, porque a avaliação educacional é tradicionalmente organizada, em sentido geral, nas abordagens quantitativa e qualitativa.
- E)Teórica e aplicada.
Errada, porque teórica e aplicada não correspondem à classificação usual das abordagens metodológicas gerais da avaliação educacional.
Gabarito: D
Na avaliação educacional, não basta apenas “dar uma olhada” no desempenho do estudante: é preciso escolher um modo de investigar os dados, definir critérios e usar instrumentos coerentes com o objetivo da avaliação. Por isso, quando o enunciado fala em abordagens metodológicas gerais da avaliação, ele aponta para duas grandes formas de organizar essa leitura da realidade escolar: a quantitativa e a qualitativa. A abordagem quantitativa trabalha com números, medidas, escalas, testes e comparação de resultados. Ela ajuda a responder perguntas como “quanto foi aprendido?”, “qual foi o rendimento?” e “como os resultados se distribuem?”. Já a qualitativa busca compreender processos, significados, contextos, dificuldades e avanços, olhando menos para a nota isolada e mais para o percurso do estudante. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. Em avaliação educacional, essas duas abordagens são clássicas e aparecem como referenciais gerais para planejar a coleta e a interpretação dos dados. Em termos bem práticos: a quantitativa mede, a qualitativa interpreta. As duas podem até dialogar no mesmo processo avaliativo, o que é muito comum na prática pedagógica. Doutrinariamente, a literatura em avaliação educacional costuma destacar essa distinção como base do planejamento avaliativo, antes mesmo da escolha de técnicas e instrumentos. Então, se a banca perguntou pelas abordagens metodológicas gerais, ela estava pedindo justamente essa divisão mais ampla entre quantitativa e qualitativa.