De acordo com Lück (2006), a construção da autonomia escolar envolve tanto o desenvolvimento de atitudes como também o esforço contínuo e organizado de diversas estratégias. Não é uma estratégia de construção da autonomia escolar considerada pela autora:
- A)O desenvolvimento de espírito comunitário e de equipe, reforçando os resultados coletivos, as ações colaborativas e o espírito de conjunto.
Correta, porque fortalece o trabalho coletivo, a cooperação e o senso de equipe, elementos coerentes com a construção da autonomia escolar.
- B)A formação de parcerias com a comunidade e pais, visando à participação e à contribuição para a qualidade do ensino.
Correta, porque a parceria com pais e comunidade amplia a participação e contribui para uma gestão mais autônoma e comprometida com a qualidade.
- C)A organização de mecanismos de gestão colegiada, para a tomada de decisão em conjunto e ações coletivas.
Correta, porque mecanismos colegiados favorecem decisões compartilhadas e responsabilidade coletiva, pilares da autonomia escolar.
- D)A utilização de normas e regulamentos administrativos de modo reativo, focalizando os aspectos que restringem a ação.
Errada, porque uma autonomia construída por Lück não se apoia no uso reativo de normas para restringir ações, mas em práticas participativas e ampliadoras da capacidade de निर्णय da escola.
Gabarito: D
Para Lück, a autonomia escolar não nasce de um decreto mágico, e sim de um conjunto de práticas que fortalecem a escola por dentro. A ideia é simples: quanto mais a escola organiza a participação, a corresponsabilidade e a tomada de decisão coletiva, mais ela ganha capacidade de agir com identidade própria e responsabilidade pelos seus resultados. Nesse caminho, entram estratégias como o trabalho em equipe, a parceria com famílias e comunidade e a gestão colegiada. Tudo isso ajuda a escola a sair da lógica do "cada um no seu quadrado" e avançar para uma atuação compartilhada, mais democrática e mais eficiente. Em outras palavras: autonomia não é isolamento, é organização com participação. É por isso que o gabarito é a alternativa D. Lück defende uma construção ativa da autonomia, baseada em iniciativas que ampliam a ação da escola, e não em uma postura reativa e restritiva. Usar normas e regulamentos apenas para limitar a ação vai na direção contrária da autonomia, porque reforça controle e dependência, em vez de desenvolvimento institucional. Esse raciocínio conversa bem com a gestão democrática prevista na LDB (Lei 9.394/1996, art. 14), que valoriza a participação dos profissionais da educação e da comunidade escolar. A escola autônoma, aqui, é aquela que decide melhor, não aquela que só obedece mais.