Ao abordar critério para elaboração do currículo, González e Fraga (2012) delimitam dois marcadores relevantes, considerando temas que os alunos poderão praticar no dia a dia, integrando sua cultura e aqueles que provavelmente não irão integrar a rotina dos alunos fora da escola, mas que são pertinentes. Como os autores intitulam os critérios mencionados?
- A)Procedimental – Conceitual.
Errada: “procedimental” e “conceitual” são tipos de conteúdo, não os critérios específicos formulados por González e Fraga.
- B)Conhecer para agir – Agir para transformar.
Errada: a expressão tem cara de objetivo pedagógico geral, mas não corresponde à nomenclatura usada pelos autores.
- C)Prática instrumental – Prática reflexiva.
Errada: embora contraste duas dimensões da prática, não é o par de critérios mencionado na obra citada.
- D)Saber para praticar – Praticar para conhecer.
Certa: é exatamente a forma como González e Fraga (2012) intitulam os dois critérios para pensar a elaboração curricular.
Gabarito: D
Quando falamos em elaboração de currículo, não basta escolher conteúdos porque eles “caem bem” no papel. González e Fraga (2012) lembram que o currículo precisa dialogar com a vida real do aluno e, ao mesmo tempo, abrir espaço para saberes que ampliem sua formação. Por isso, eles distinguem dois marcadores: um ligado ao que o estudante pode praticar no dia a dia, dentro da sua cultura e experiência, e outro relacionado a conhecimentos que talvez não façam parte da rotina imediata, mas que continuam importantes para sua formação escolar. A lógica é simples: o currículo não deve ser nem só utilitário, nem só distante da realidade. Ele precisa fazer ponte entre o que o aluno já vive e o que ainda precisa aprender para ampliar repertório, compreensão de mundo e participação social. É o famoso “nem só feijão com arroz, nem só comida de astronauta”. É por isso que o gabarito é a letra D. Os autores nomeiam esses critérios como “saber para praticar” e “praticar para conhecer”. A ideia é que alguns conhecimentos existem para serem vividos e exercitados diretamente, enquanto outros ajudam o aluno a conhecer melhor aquilo que ainda não integra sua rotina, mas que merece entrar no currículo por sua relevância formativa. Em resumo: o currículo, nessa visão, não é uma lista solta de conteúdos. Ele é uma seleção intencional, que considera a cultura do aluno, a prática cotidiana e também os saberes socialmente relevantes que a escola deve garantir.