Considerando a prática pedagógica com estudantes que apresentam transtornos de comportamento, assinale a alternativa correta.
- A)Uma forma de manter os alunos motivados e focados é deixar a sala organizada com materiais variados, que possam gerar diferentes tipos de estímulos visuais e auditivos.
Errada, porque excesso de estímulos visuais e auditivos pode aumentar a desorganização e a distração, em vez de favorecer foco e autorregulação.
- B)Diante de educandos com esses diagnósticos, faz-se necessário a sensibilidade e o olhar atento do professor. A forma como o professor conduz as atividades pode ser beneficiada se o seu tom de voz for adequado e motivador.
Certa, pois destaca a sensibilidade do professor, o olhar atento e o uso de tom de voz adequado e motivador, que ajudam no manejo pedagógico desses estudantes.
- C)É comum que a criança autista estabeleça vínculos demasiados com a rotina, por isso o professor deve estar disponível para fazer tudo o que o aluno solicita como forma de facilitar a sua adaptação ao meio.
Errada, porque adaptar não significa fazer tudo que o aluno pede; isso pode reforçar dependência e dificultar a construção de limites e autonomia.
- D)Na ocorrência de auto ou heteroagressão, é importante manter a calma e não retirar a criança ou o adolescente para um ambiente isolado, mesmo que sob observação. A situação deve ser amenizada dentro da sala de aula.
Errada, pois em situações de auto ou heteroagressão pode ser necessário reduzir estímulos e retirar o estudante para local seguro, sempre com observação e protocolo adequado.
- E)Atividades agitadas, como jogos competitivos ou outras que geram tumultos, acabam sendo motivadores para alunos com hiperatividade e falta de atenção, pois neutralizam os sintomas do TDAH.
Errada, porque atividades agitadas e competitivas tendem a elevar a excitação e a desatenção, não a neutralizar os sintomas do TDAH.
Gabarito: B
Quando a questão fala em estudantes com transtornos de comportamento, a lógica pedagógica não é a de “apertar o passo” ou provocar mais estímulos, e sim a de organizar a intervenção com calma, previsibilidade e observação atenta. Em sala, o professor precisa ler sinais, ajustar a comunicação e evitar atitudes que aumentem a agitação do aluno. Nesse contexto, o tom de voz faz muita diferença. Uma fala firme, mas serena, acolhedora e motivadora ajuda a reduzir a tensão, favorece a escuta e melhora o engajamento nas atividades. A relação pedagógica vira parte do cuidado, e não só da transmissão de conteúdo. É por isso que o gabarito é a alternativa B: ela traduz uma postura docente sensível, atenta e mediadora, adequada ao trabalho com educandos que apresentam transtornos de comportamento. A prática pedagógica, aqui, pede manejo emocional e condução segura das atividades, com comunicação respeitosa e estratégica. As demais opções erram ao propor excesso de estímulos, facilitação sem limites, manutenção de crise dentro da sala ou atividades agitadas como solução. Em educação inclusiva, especialmente com alunos com TDAH, TEA ou outros transtornos comportamentais, o que costuma funcionar melhor é estrutura, previsibilidade, acolhimento e intervenção proporcional, não bagunça com verniz de método.