Atualmente, a violência é causa de conflitos e contendas entre adolescentes e jovens em inúmeros espaços sociais. Essas violências se apresentam de vários aspectos, como violência verbal, física, psicológica etc. Sendo assim, assinale a alternativa que fundamenta uma ação para jovens e adolescentes que participam na sociedade, com perspectiva saudável e de igualdade.
- A)Espaços públicos e privados com dependências (espaços) inferiores ao que estabelece as leis.
Errada, porque descreve uma situação de precariedade de espaços, sem trazer uma proposta de ação educativa ou de proteção.
- B)Falta de mediação de alguém responsável e com entendimento, deixando de observar os meios de exclusão na sociedade como um fator primordial.
Errada, pois aponta a ausência de mediação e de análise da exclusão social, mas não fundamenta uma intervenção positiva para prevenção da violência.
- C)Considerar que no indivíduo com aspectos de saúde comprometidos predomina um psicológico comprometedor que o leva a ter comportamentos agressivos.
Errada, porque faz uma generalização psicológica indevida, culpando o indivíduo e ignorando fatores sociais e educativos.
- D)Inclusão, nas políticas públicas, de ações que visem a garantir os direitos da criança e do adolescente, desde a atenção pré-natal, e de atividades junto aos pais e responsáveis com o objetivo de promover a informação, a reflexão, o debate e a orientação sobre alternativas ao uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante no processo educativo.
Certa, pois propõe ações públicas de garantia de direitos e orientação às famílias, em linha com a proteção integral e a prevenção da violência.
- E)Responsabilizar a juventude por seus comportamentos excessivos, não propondo a ela condições de relacionar-se para evitar violência e conflitos.
Errada, porque transfere a responsabilidade à juventude e não apresenta medidas educativas ou protetivas para reduzir conflitos.
Gabarito: D
A questão trata de enfrentamento da violência contra crianças, adolescentes e jovens, especialmente em espaços de convivência social e no processo educativo. A ideia central é que não basta punir ou culpar o jovem: o caminho mais saudável é prevenir, orientar e garantir direitos, com atuação da família, escola e políticas públicas. Nesse ponto, a alternativa correta é a letra D, porque ela aponta uma política de proteção e prevenção, com inclusão de ações para assegurar os direitos da criança e do adolescente e atividades junto aos pais e responsáveis. Isso conversa diretamente com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), que prioriza a proteção integral, e com a Lei 13.010/2014, conhecida como Lei Menino Bernardo, que estimula práticas educativas sem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante. Repare que a alternativa fala em informação, reflexão, debate e orientação. Ou seja, ela não aposta na violência como resposta, mas na educação para a convivência e para a responsabilidade compartilhada. Em prova, quando aparecer essa combinação de direitos, prevenção e orientação familiar, você já pode acender a luz verde. As demais alternativas seguem por caminhos frágeis: umas culpam o indivíduo, outras normalizam a exclusão, e outras nem apresentam uma ação concreta de proteção. Em pedagogia, especialmente em temas sociais, a banca costuma valorizar soluções com base em direitos humanos, mediação e prevenção, não em estigmatização.