No processo de avaliação do aluno com necessidades especiais, o professor deve criar estratégias considerando que alguns estudantes podem demandar: I. Ampliação do tempo para a realização dos trabalhos e o uso da língua de sinais. II. Textos em Braille. III. Tecnologia assistiva como uma prática cotidiana. Quais estão corretas?
- A)Apenas I.
Errada, porque tempo ampliado e Libras podem ser necessários, mas não são as únicas estratégias previstas no contexto da avaliação inclusiva.
- B)Apenas III.
Errada, porque a tecnologia assistiva também pode e deve integrar a avaliação de estudantes com necessidades especiais.
- C)Apenas I e II.
Errada, porque além de I e II, a tecnologia assistiva é igualmente uma medida válida e prevista para garantir acessibilidade.
- D)I, II e III.
Certa, porque as três situações são estratégias legítimas de adaptação e acessibilidade na avaliação do aluno com necessidades especiais.
Gabarito: D
Na educação inclusiva, a avaliação não pode ser uma “prova padrão” para todo mundo, porque os estudantes podem ter necessidades bem diferentes para demonstrar o que aprenderam. A ideia central é garantir acessibilidade e equidade, ajustando a forma de avaliar sem reduzir as expectativas pedagógicas. Por isso, podem ser necessárias adaptações como mais tempo para realizar atividades, uso da Língua Brasileira de Sinais, material em Braille, recursos de leitura ampliada, apoio de tecnologia assistiva e outros instrumentos que removam barreiras. Isso está em harmonia com a LDB (Lei 9.394/1996), com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que valorizam o atendimento às especificidades do aluno. O item I está correto porque tempo ampliado e Libras são recursos de acessibilidade muito comuns na avaliação de estudantes com deficiência auditiva e outras necessidades específicas. O item II também está certo, já que o Braille é essencial para estudantes cegos ou com baixa visão que o utilizem. E o item III fecha o trio sem cerimônia: tecnologia assistiva não é enfeite, é ferramenta cotidiana para participação, aprendizagem e autonomia. Então, o gabarito ser D faz todo sentido: as três afirmações representam estratégias válidas e compatíveis com a avaliação inclusiva. Em concurso, quando aparecer a ideia de “adaptação razoável”, pense em remover barreiras, não em facilitar indevidamente a prova.