Ambientes específicos para estímulo à criatividade, que honram o esforço imaginativo do pensamento, e igualmente ricos em produtos diversificados que se alternam sempre, guardados por algum tempo para depois reaparecerem, tais como botões, caixas de papelão, canudos de refrigerantes, ferramentas simples, espelhos, lentes de aumento, computadores em desuso, rádios de pilha, despertadores, papel, tintas, perucas velhas, tesouras sem ponta, lápis de cor, panos coloridos, cartazes, chapéus, bonecos, quebra-cabeças, fantasias, etc. ANTUNES, Celso. Novas maneiras de ensinar, novas formas de aprender. Porto Alegre: Artmed, 2002, p. 72. O trecho em destaque aponta as condições favoráveis para o desenvolvimento de capacidades cognoscitivas. Assinale a opção que indica à qual etapa do ensino corresponde.
- A)Ensino fundamental, anos finais.
Errada, porque os anos finais do ensino fundamental têm organização curricular mais disciplinar e não são marcados por esse tipo de ambiente lúdico como eixo central.
- B)Educação infantil.
Certa, porque a descrição corresponde à Educação Infantil, que valoriza brincadeiras, exploração sensorial, imaginação e desenvolvimento integral.
- C)Ensino fundamental, anos iniciais.
Errada, porque nos anos iniciais ainda há ludicidade, mas o enunciado é mais característico da Educação Infantil, especialmente pelo uso de materiais simples e do faz de conta.
- D)Ensino médio.
Errada, porque o ensino médio é etapa voltada à consolidação e aprofundamento de conhecimentos, não a esse tipo de ambiente exploratório típico da infância.
- E)Ensino profissionalizante.
Errada, porque a educação profissionalizante tem foco em preparação técnica e prática para o trabalho, o que não corresponde à proposta descrita.
Gabarito: B
A questão fala de um ambiente rico em materiais variados, flexíveis e “reaproveitáveis”, com objetos que despertam exploração, imaginação, manipulação e criação. Esse tipo de proposta combina muito com a Educação Infantil, fase em que a criança aprende brincando, experimentando e transformando objetos simples em novas possibilidades. Não é por acaso que o texto destaca botões, caixas, fantasias, espelhos, tintas e quebra-cabeças: tudo isso favorece o faz de conta, a curiosidade, a linguagem, a coordenação motora e o pensamento simbólico. Na Educação Infantil, a organização do espaço tem papel pedagógico importante. A LDB (Lei 9.394/1996), no art. 29, define essa etapa como a primeira da educação básica e voltada ao desenvolvimento integral da criança até 5 anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social. Já a BNCC reforça que as interações e as brincadeiras são eixos estruturantes dessa etapa. Por isso, o gabarito é a letra B. O enunciado descreve um ambiente pensado para estimular a criatividade infantil, com materiais não estruturados e diversificados, algo típico de creches e pré-escolas. Em outras etapas, o foco pode até existir, mas não com essa centralidade no brincar, na exploração e na imaginação como base do desenvolvimento. Em resumo: quando a questão fala de objetos simples, alternância de materiais e espaço para invenção, ela está falando a língua da Educação Infantil. É o reino do “faz de conta” com propósito pedagógico.