O site do Comitê Paralímpico Internacional (paralympic.org) permite a navegação por meio de teclas tab, setas e outras, sem necessidade de um mouse; oferece a compatibilidade com leitores de tela, que “leem” o conteúdo da página em voz alta; e disponibiliza transcrições para conteúdos em áudio e legendas para vídeos, facilitando entender, navegar, interagir e contribuir com a Web. Com base na descrição, é correto afirmar que esta página web é um exemplo de
- A)solução assistiva.
Errada, porque a descrição não aponta para um recurso isolado de apoio, mas para um projeto mais amplo de acessibilidade desde a concepção.
- B)desenho universal.
Certa, porque o site foi desenhado para ser utilizável por diferentes perfis de usuários, com navegação por teclado, leitores de tela e recursos multimodais, o que caracteriza desenho universal.
- C)dispositivo de apoio.
Errada, porque dispositivo de apoio costuma ser um recurso ou ferramenta específica, e não a arquitetura acessível de uma página web inteira.
- D)ferramenta de suporte.
Errada, pois “ferramenta de suporte” não é a categoria técnica adequada para definir esse tipo de solução inclusiva e planejada.
- E)equipamento de assistência.
Errada, porque equipamento de assistência remete a um objeto ou aparelho usado para auxiliar alguém, e não ao conceito de interface universal descrito no enunciado.
Gabarito: B
A questão descreve um site pensado para ser usado por pessoas com diferentes habilidades, sem exigir um único modo de acesso. Se ele funciona com teclado, aceita leitores de tela, traz legendas e transcrições, então ele foi projetado para ampliar o uso por todos, e não apenas para “adaptar” depois que o problema aparece. Essa é a lógica do desenho universal: conceber produtos, ambientes e serviços para serem utilizados pelo maior número possível de pessoas, com pouca ou nenhuma necessidade de adaptação. Na área educacional e nas políticas de acessibilidade, isso conversa muito com a ideia de inclusão desde o início do projeto. Não basta ser bonito ou moderno, tem que ser usável por quem navega sem mouse, por quem depende de áudio descrito, por quem precisa de legenda e por quem usa tecnologia assistiva. O site citado faz exatamente isso: remove barreiras e amplia autonomia. Por isso, o gabarito é a letra B. O enunciado não fala de um equipamento específico, nem de uma solução isolada para uma deficiência, mas de uma concepção ampla de acesso. É o famoso “pensar para todos” antes de lançar a página no mundo. A base doutrinária está alinhada ao desenho universal previsto na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e incorporado ao ordenamento brasileiro com status constitucional, além da Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que valoriza acessibilidade e tecnologia assistiva como meios de inclusão. Em resumo: quando o ambiente já nasce acessível, você está diante de desenho universal. Quando você cria um recurso para compensar uma limitação específica, aí o foco tende a ser tecnologia assistiva ou solução assistiva.