“Percebemos que muitos professores ainda não recebem uma formação adequada. Mesmo aqueles que têm algum treinamento acabam focando apenas o eixo da cultura digital. Para esclarecer, a computação é baseada em três eixos: a cultura digital, que envolve a fluência no uso do computador; o mundo digital, que trata do entendimento sobre o funcionamento das tecnologias; e, por fim, o pensamento computacional, fundamental para a resolução de problemas, criação de produtos, inovação tecnológica e programação”. Secretaria de Comunicação da Universidade de Brasília. Inteligência artificial na educação básica: um novo caminho para o futuro. Brasília, 10 mar. 2025. Disponível em UnB NOTÍCIAS. Os três eixos mencionados acima se traduzem em competências necessárias para um ensino informado pela tecnologia. Assinale a opção que exemplifica uma competência condizente com o eixo pensamento computacional.
- A)Utilizar softwares de edição de texto e planilhas eletrônicas para organizar atividades pedagógicas.
Errada, porque usar editores de texto e planilhas mostra fluência digital, não pensamento computacional.
- B)Explicar o funcionamento de redes de internet e protocolos de segurança aos alunos.
Errada, pois explicar redes e protocolos de segurança trata do funcionamento do mundo digital, não da resolução lógica de problemas.
- C)Criar apresentações multimídia interativas para dinamizar aulas.
Errada, porque criar apresentações multimídia também se relaciona mais à cultura digital do que ao pensamento computacional.
- D)Decompor um problema em etapas menores e sequenciais para resolvê-lo com lógica.
Certa, pois decompor um problema em partes menores e organizá-las sequencialmente é uma competência típica do pensamento computacional.
- E)Identificar componentes físicos de um computador e suas funções básicas.
Errada, já que identificar peças e funções do computador diz respeito ao conhecimento do hardware, não ao raciocínio computacional.
Gabarito: D
A questão cobra a ideia de pensamento computacional, que não é simplesmente saber mexer no computador. Ele está ligado a uma forma de raciocinar para resolver problemas de modo organizado, como quem arruma a casa começando pelo mais simples: separar, ordenar e resolver passo a passo. Na prática, isso envolve decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e criação de algoritmos. Por isso, o eixo não se resume à fluência digital nem ao conhecimento sobre aparelhos ou redes. Esses conteúdos fazem parte de outras dimensões da computação, mas o pensamento computacional vai além: ele busca estruturar a solução de um problema com lógica e sequência. É um jeito de pensar que ajuda tanto na programação quanto em atividades do dia a dia escolar. O gabarito é a letra D porque decompor um problema em etapas menores e sequenciais é justamente uma competência central do pensamento computacional. Se você consegue dividir um desafio em partes menores, fica muito mais fácil entender, planejar e resolver. É a famosa estratégia do “vamos por partes”, só que com nome chique. Na Base Nacional Comum Curricular, o trabalho com cultura digital aparece como parte das competências gerais, mas o pensamento computacional se destaca por favorecer a resolução de problemas e a criação de soluções. Em linhas doutrinárias, ele costuma ser descrito como a capacidade de formular problemas e construir soluções de forma lógica e automatizável. Ou seja: menos clique por clique, mais cérebro por etapa.