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Pedagogia · FGV · 2025

Questão comentada de Pedagogia

Sobre a função do erro na avaliação formativa, leia o trecho a seguir. Enquanto a verificação dos conhecimentos adquiridos ao final de um período (avaliação somativa) implica na consideração do erro como uma “falta” definitiva de algo (uma vez que não se pretende voltar mais a ele), no enfoque da avaliação formativa, essa falta é apenas momentânea. A falta apontada pelo erro é, então, considerada como parte integrante do processo de aprendizagem. CARVALHO, L. M. O.; MARTINEZ, C. L. P. Avaliação formativa: a autoavaliação do aluno e a autoformação de professores. Ciência & Educação, v. 11. 2005. Assinale a opção que reflete corretamente essa posição.

Gabarito: B

Na avaliação formativa, o erro não é visto como um “fim de linha”, mas como um sinal de que algo precisa ser ajustado no percurso. A lógica aqui é bem diferente da avaliação somativa, que costuma fechar um ciclo e registrar um resultado final. Na formativa, o foco está em acompanhar, intervir e ajudar o estudante a avançar enquanto aprende. Por isso, o erro ganha valor pedagógico: ele mostra onde a aprendizagem ainda está incompleta e indica o que precisa ser retomado, explicado de outro jeito ou praticado com mais apoio. Em vez de punir, o professor usa o erro como pista. É quase como um GPS da aprendizagem: quando algo sai da rota, a função não é brigar com o caminho, mas recalcular. É exatamente essa a lógica da alternativa B: o erro é uma oportunidade para reorientar o processo e favorecer a progressão do aluno. Isso está alinhado ao sentido clássico da avaliação formativa, presente em autores como Perrenoud, Luckesi e, no trecho citado, Carvalho e Martinez, que destacam o caráter provisório da falta apontada pelo erro. Em resumo: na formativa, o erro não é carimbo de incapacidade, e sim matéria-prima para aprender melhor. Se a banca fala em acompanhamento, retomada, ajuste e progresso, você já acende a luz verde.

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