Um dos maiores desafios para a implementação do ensino de informática no Brasil, conforme os documentos legais, é
- A)a resistência dos alunos ao uso de tecnologias em sala de aula.
Errada, porque a resistência dos alunos pode existir em casos pontuais, mas não é apontada pelos documentos legais como o maior desafio estrutural.
- B)a falta de professores capacitados para o uso pedagógico das tecnologias.
Certa, porque a falta de professores capacitados para usar pedagogicamente as tecnologias é um dos principais entraves para integrar informática ao ensino.
- C)a ausência de dispositivos tecnológicos no mercado nacional.
Errada, porque o problema não é a inexistência de dispositivos no mercado nacional, e sim sua incorporação pedagógica na escola.
- D)o custo elevado de licenças de software proprietários para alunos.
Errada, porque o custo de software proprietário pode ser uma dificuldade, mas não é o desafio central indicado pelos documentos legais.
- E)a legislação que impede a integração de tecnologias ao ensino público.
Errada, porque a legislação brasileira não proíbe a integração de tecnologias ao ensino público; ao contrário, ela estimula seu uso educacional.
Gabarito: B
Quando os documentos legais falam em inserir informática e tecnologias na escola, a ideia não é só colocar computadores na sala e achar que a mágica acontece. Tecnologia educacional depende de planejamento, infraestrutura e, principalmente, mediação pedagógica. Sem isso, o equipamento vira enfeite caro ou, no máximo, máquina de digitar trabalho. No contexto brasileiro, um dos maiores obstáculos apontados pela legislação e pelos debates educacionais é a formação docente. A LDB (Lei 9.394/1996), ao tratar da educação básica, indica a necessidade de preparo para o uso das tecnologias, e a própria formação de professores precisa contemplar esse domínio. Em outras palavras: não basta o professor saber ligar o computador, ele precisa saber usar a tecnologia para ensinar melhor. Por isso, o gabarito é a letra B. O desafio não é a falta de aparelhos no mercado, nem uma proibição legal de usar tecnologia. O ponto mais sensível é a capacitação do professor para integrar recursos digitais ao conteúdo, à metodologia e à avaliação. Sem esse elo, a tecnologia até aparece, mas não vira aprendizagem de verdade. Em prova, a FGV costuma cobrar essa visão mais pedagógica do tema: tecnologia como meio, não como fim. Então, quando a questão fala em "implementação do ensino de informática", pense imediatamente no professor como peça central do processo.