Sobre a participação da família de crianças com deficiência no processo educacional, assinale a afirmativa correta.
- A)Frequentar as reuniões promovidas pela escola, exigindo para os filhos a aquisição plena dos conhecimentos acadêmicos previstos no currículo escolar.
Errada, porque a família não pode ser cobrada como se garantisse a aquisição plena de todos os conteúdos, já que a escola deve assegurar apoio, adaptações e condições de aprendizagem.
- B)Acompanhar o dia a dia dos filhos na escola, mantendo o diálogo com os educadores, professores, especialistas e profissionais de apoio.
Certa, porque traduz a participação familiar no acompanhamento cotidiano da vida escolar e no diálogo com a equipe educacional, como exige a lógica da educação inclusiva.
- C)Acatar a recusa de matrícula, caso a direção da escola demonstre que não possui recursos para o atendimento específico necessário.
Errada, porque a escola não pode recusar matrícula por falta de recursos específicos, já que a inclusão é dever institucional e não pode ser condicionada à conveniência da unidade escolar.
- D)Cumprir a decisão dos filhos sobre a permanência ou não na escola regular, em função da percepção deles do nível de acolhimento recebido.
Errada, porque a permanência na escola regular não pode ficar ao sabor de uma decisão isolada da criança, sem considerar o direito à educação inclusiva e a responsabilidade dos adultos e da escola.
- E)Conversar com outras famílias, formando grupos de mensagens, para fiscalizar se o Projeto Político Pedagógico está sendo executado.
Errada, porque fiscalizar PPP por grupo de mensagens não é o foco da participação familiar no processo educacional da criança com deficiência; o ponto central é o acompanhamento pedagógico e o diálogo com a escola.
Gabarito: B
A participação da família na educação da criança com deficiência não é decorativa nem simbólica: ela faz parte da construção do percurso escolar e do apoio ao desenvolvimento do estudante. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) reforça esse papel ao garantir o direito à educação em sistema inclusivo e à articulação entre escola, família e rede de apoio, com foco na eliminação de barreiras e na participação efetiva do aluno. Na prática, isso significa que a família deve acompanhar a rotina escolar, conversar com professores, equipe pedagógica, profissionais de apoio e, quando houver, especialistas envolvidos no atendimento educacional. Esse diálogo ajuda a alinhar estratégias, perceber dificuldades cedo e construir adaptações razoáveis sem transformar a escola em um terreno de disputa. Por isso, o item B está correto: ele descreve exatamente uma postura de acompanhamento e cooperação entre família e escola, que é a lógica esperada no atendimento educacional inclusivo. A família não substitui a escola, mas atua junto dela, fortalecendo o processo de aprendizagem e de inclusão. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: exigem resultados irreais, aceitam exclusão, transferem para a criança uma decisão que não pode ser tratada assim, ou misturam participação com fiscalização informal. Em prova, quando aparecer inclusão, pense em colaboração, acessibilidade e permanência escolar, não em barreiras ou culpas.