Uma professora da etapa de alfabetização, ao início do ano letivo, aplica uma avaliação com a finalidade de mensurar os conhecimentos prévios da turma acerca da habilidade de identificação das vogais e consoantes. Seu procedimento avaliativo busca detectar possíveis carências que possam haver na formação de seus alunos, para efetuar o adequado planejamento de seu trabalho. Esse modelo denomina-se avaliação
- A)diagnóstica.
Correta: a proposta é identificar conhecimentos prévios e carências no início do ano para orientar o planejamento, o que caracteriza avaliação diagnóstica.
- B)formativa.
Errada: a avaliação formativa acompanha o processo de aprendizagem e ajusta intervenções ao longo do caminho, não serve principalmente para levantamento inicial.
- C)somativa.
Errada: a avaliação somativa tem função de síntese ou fechamento de um período, geralmente registrando resultados finais.
- D)autoavaliação.
Errada: autoavaliação é quando o próprio aluno analisa sua aprendizagem, e não o diagnóstico feito pela professora sobre a turma.
- E)avaliação por pares.
Errada: avaliação por pares ocorre quando estudantes avaliam colegas, o que não corresponde ao procedimento descrito.
Gabarito: A
A avaliação diagnóstica é aquela feita no começo do percurso, para descobrir o que a turma já sabe, o que ainda não domina e quais lacunas precisam ser trabalhadas. Pense nela como um “raio-X pedagógico”: antes de acelerar, a professora olha o mapa da turma para não planejar no escuro. No enunciado, a professora aplica a atividade no início do ano letivo e quer medir conhecimentos prévios sobre vogais e consoantes, justamente para identificar possíveis carências e organizar seu planejamento. Isso é a cara da avaliação diagnóstica, porque ela serve para levantar hipóteses sobre a aprendizagem inicial e orientar a intervenção docente. Já a avaliação formativa acontece durante o processo, acompanhando avanços e ajustando o ensino ao longo do caminho. A somativa, por sua vez, costuma fechar um ciclo, registrando resultados ao final. Ou seja: uma olha o ponto de partida, a outra acompanha a caminhada e a última faz o balanço final. Na prática pedagógica, essa lógica é muito valorizada na literatura educacional e também conversa com a LDB, que reforça a avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. Aqui, porém, o detalhe decisivo é o momento e a finalidade: início do ano + diagnóstico de conhecimentos prévios = avaliação diagnóstica.