Esta nova sociedade é consequência da chamada revolução digital, isto é, da possibilidade de transformar todo tipo de informação (dos textos, até a voz, sons e imagens, fixas ou em movimento) em números (dígitos), o que permite elaborar, acumular, comunicar e utilizar qualquer tipo de informação em formas que antes eram impraticáveis. A multimídia – que permite acessar e interagir com as informações sob as mais variadas formas – converteu-se em um termo cada vez mais difuso, bem como o conceito de interatividade, isto é, a possibilidade de que cada pessoa seja um sujeito interatuante (...), e não só um objeto passivo do fluxo informativo, como atualmente ocorre entre usuários e usuárias com os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas, televisão, rádio e cinema). SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda., 1998, p. 88, adaptado. Considerando o trecho supracitado acerca dos impactos da revolução digital, assinale a opção que corresponde à demanda educacional inerente a esse contexto.
- A)Ensinar a absorver informações.
Errada, porque absorver informações de forma passiva é justamente o modelo que a sociedade digital questiona.
- B)Transmitir o fascínio pelas atuais inovações.
Errada, pois o texto não fala em fascínio pelas novidades, e sim em uso crítico e interativo das tecnologias.
- C)Construir habilidades ativas de atuação.
Certa, porque o contexto digital exige participação ativa, autonomia e capacidade de interagir com a informação.
- D)Fomentar posturas de resistência às novas tendências.
Errada, pois a proposta educacional não é resistir às tendências, mas aprender a atuar nelas de forma consciente.
- E)Promover espaços de cultivo do conhecimento.
Errada, porque promover conhecimento é vago demais aqui; o texto destaca a necessidade de ação e interatividade, não só cultivo contemplativo.
Gabarito: C
A revolução digital mudou o jeito de produzir, circular e usar informações. Antes, a lógica era mais linear: alguém falava, a outra pessoa recebia. Com a digitalização, tudo ficou mais rápido, multimídia e interativo, e isso alterou também a expectativa sobre a educação. Não basta mais apenas expor conteúdos, como se o aluno fosse um espectador sentado na plateia. Nesse cenário, a escola precisa formar sujeitos ativos, capazes de pesquisar, selecionar, interpretar, criar e interagir com informações em diferentes linguagens. Ou seja, a demanda educacional não é só receber dados, mas desenvolver participação, autonomia e ação crítica diante das tecnologias. Isso combina com a ideia de interatividade citada no texto: o estudante deixa de ser objeto passivo e passa a atuar no processo. Por isso, o gabarito é a letra C. A educação, diante da sociedade digital, precisa construir habilidades ativas de atuação, porque o mundo informacional atual exige mais do que memorização ou consumo de conteúdo. A base da LDB (Lei 9.394/1996) também reforça uma formação voltada para o desenvolvimento do educando, seu preparo para a cidadania e para o trabalho, o que dialoga diretamente com essa postura ativa. Em resumo: tecnologia na educação não é enfeite de sala de aula. É convite para pensar, fazer, interagir e produzir conhecimento. Se o aluno só assiste, ficou no século passado da informação.