Construído em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Referencial Curricular do Ensino Médio Potiguar destaca princípios que orientam o projeto educacional do estado do RN para esse segmento. Configura-se como um desses princípios
- A)a diferenciação de condições de acesso à escola, privilegiando estudantes de classes sociais menos favorecidas em detrimento daqueles provenientes de famílias com maior poder aquisitivo.
Errada, porque a educação pública deve garantir igualdade de acesso e permanência, sem privilegiar ou prejudicar estudantes por condição social.
- B)a adoção de práticas pedagógicas que consolidem a fragmentação do conhecimento, posto que essa é uma característica do Ensino Médio.
Errada, porque o ensino médio deve superar a fragmentação do conhecimento, promovendo integração entre áreas e contextualização.
- C)a não vinculação entre a educação escolar e o mundo do trabalho.
Errada, porque a LDB determina a vinculação da educação escolar ao mundo do trabalho e à prática social.
- D)a valorização da experiência extraescolar, abrangendo espaços sociais fora da escola.
Certa, pois a valorização das experiências extraescolares é um princípio compatível com a BNCC e com a formação integral no ensino médio.
- E)a formação do indivíduo com foco exclusivamente em aspectos técnicos e acadêmicos.
Errada, porque o ensino médio não deve ser exclusivamente técnico ou acadêmico, mas articulado à formação humana integral.
Gabarito: D
O Referencial Curricular do Ensino Médio Potiguar foi construído em sintonia com a BNCC e segue a lógica de uma formação mais ampla, integrada e conectada à vida real do estudante. A ideia não é reduzir o ensino médio a uma lista de conteúdos soltos, como se cada disciplina vivesse em uma ilha. Pelo contrário: o documento busca organizar o currículo com sentido, diálogo entre áreas e compromisso com a formação integral. Nesse contexto, a legislação educacional ajuda a entender o caminho. A LDB (Lei 9.394/1996), especialmente em seus princípios gerais, valoriza a vinculação entre educação escolar, trabalho e práticas sociais, além de reconhecer a importância das experiências vividas fora da escola. Ou seja, aprender não acontece só dentro da sala de aula com quadro e pincel: a vivência do estudante também educa. É exatamente por isso que a alternativa D está correta. A valorização da experiência extraescolar, abrangendo espaços sociais fora da escola, combina com uma visão de currículo mais aberta, humana e conectada ao território e à realidade do aluno. Esse é um princípio coerente com a BNCC e com os referenciais curriculares estaduais, que procuram dar sentido ao conhecimento escolar. As demais alternativas tentam inverter essa lógica, como se o ensino médio devesse excluir, fragmentar ou empobrecer a formação. Mas o movimento é o contrário: integrar, contextualizar e valorizar diferentes saberes. Em concurso, quando aparecer documento curricular alinhado à BNCC, desconfie de qualquer opção que defenda isolamento do conhecimento ou desprezo pela experiência do estudante.