O debate em um júri simulado na escola, para exercitar o protagonismo, saiu prejudicado. Uma das equipes desqualificou pessoalmente os integrantes da adversária, fazendo piadas sobre suas opiniões e desconsiderando argumentos legítimos. Entre as competências em jogo na dinâmica, houve uma falta
- A)de avaliação crítica de teses.
Errada, porque o problema não foi analisar teses, mas atacar pessoas em vez de discutir argumentos.
- B)de capacidade decisória
Errada, pois a situação não mostra falha na tomada de decisão, e sim na convivência durante o debate.
- C)de trabalho em equipe.
Errada, porque o grupo até participou da dinâmica, mas sem respeito e cooperação adequados.
- D)de habilidade argumentativa.
Errada, já que a equipe até falou, mas usou a fala de modo agressivo e desrespeitoso, não como argumento qualificado.
- E)de empatia entre as partes.
Certa, porque o deboche e a desqualificação pessoal revelam ausência de empatia e de respeito ao ponto de vista alheio.
Gabarito: E
Em atividades como júri simulado, debate regrado ou tribunal do júri escolar, a ideia é exercitar várias competências ao mesmo tempo: argumentar, ouvir, sustentar ideias com base em fatos e respeitar o outro. Ou seja, não basta falar bonito - é preciso dialogar com civilidade. Quando a equipe desqualifica a pessoa em vez de enfrentar o argumento, o foco sai do conteúdo e entra no ataque pessoal. Nesse cenário, o problema central não é falta de capacidade de decidir nem de trabalhar em grupo. O que se rompeu foi a disposição de reconhecer o outro como interlocutor válido, mesmo discordando dele. Sem isso, o debate vira espetáculo de ironia, e não exercício formativo. Por isso o gabarito é a letra E. Houve falta de empatia entre as partes, porque a equipe adversária foi tratada com deboche e desconsideração, em vez de ser ouvida com respeito. Empatia, aqui, não é concordar com o outro, mas conseguir perceber sua posição sem desumanizá-lo. Isso conversa com princípios educativos muito presentes em documentos curriculares, como o respeito, a convivência democrática e a valorização da diversidade. Em resumo: o júri simulado quer desenvolver protagonismo com ética. Quando aparece ataque pessoal, a competência que falha primeiro é a capacidade de se colocar no lugar do outro e sustentar o conflito sem humilhação.