O documento Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica (MEC, 2013) traz, no capítulo sobre Educação Especial, pontos importantes que norteiam tanto a prática do professor de AEE, quanto a organização das escolas em relação à inclusão. O referido documento indica que os sistemas e as escolas devem proporcionar condições para que o professor da classe comum possa
- A)realizar suas atividades sempre com apoio pedagógico necessário.
Errada, porque apoio pedagógico pode existir, mas o texto legal não limita a atuação do professor a trabalhar "sempre" com apoio.
- B)conhecer as famílias dos estudantes.
Errada, pois conhecer as famílias é importante, mas não é o ponto específico indicado pelo documento para a classe comum.
- C)realizar atividades que proporcionem a inclusão dos estudantes.
Errada, porque a inclusão é um objetivo geral, mas a formulação da diretriz é mais precisa ao falar em explorar potencialidades e adotar pedagogia inclusiva.
- D)explorar e estimular as potencialidades de todos os estudantes, adotando uma pedagogia dialógica, interativa, interdisciplinar e inclusiva.
Certa, pois reproduz a orientação das DCNs para uma prática que valoriza as potencialidades de todos os estudantes, com pedagogia dialógica, interativa, interdisciplinar e inclusiva.
- E)estimular os estudantes por meio de atividades adaptadas às suas necessidades educativas especiais.
Errada, porque a ideia de "atividades adaptadas" isoladamente é limitada e pode sugerir um ensino separado, enquanto o documento enfatiza a inclusão no trabalho pedagógico comum.
Gabarito: D
As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica, ao tratar da Educação Especial, deixam claro que a inclusão não é um trabalho isolado do professor do AEE. A ideia é que a escola inteira se organize para atender a diversidade, e isso inclui a atuação da classe comum com apoio institucional e pedagógico. Por isso, o documento fala em criar condições para que o professor da classe comum possa explorar e estimular as potencialidades de todos os estudantes. Repare no verbo: não é só "atender" quem tem deficiência, mas ensinar todos, com olhar para as capacidades de cada um. É a lógica da escola inclusiva, não da adaptação improvisada de última hora. Além disso, as DCNs defendem uma pedagogia dialógica, interativa, interdisciplinar e inclusiva. Isso combina com o princípio de que a aprendizagem acontece na convivência, na mediação do professor e na participação de todos, com planejamento flexível e estratégias variadas. Assim, o gabarito é a letra D, porque traduz exatamente essa orientação normativa: a escola deve apoiar o professor da classe comum para que ele trabalhe com as potencialidades dos estudantes, em uma prática pedagógica inclusiva e não segregadora. Esse é o espírito da LDB e das diretrizes da educação inclusiva.