Recentemente, a implementação do Novo Ensino Médio gerou críticas na sociedade civil e exigiu uma revisão do processo por parte do Poder Público. Essas críticas têm como alvo
- A)a exclusão dos conteúdos de ciências humanas da base curricular do ensino médio.
Errada, porque as ciências humanas não foram simplesmente excluídas da base comum do ensino médio.
- B)o foco excessivo da noção de competência em atributos socioemocionais sem aplicação prática.
Errada, porque a crítica principal não foi ao uso de competências socioemocionais, mas à organização prática do novo modelo.
- C)a pouca atenção dada à integração entre conteúdos disciplinares e planejamento de vida.
Errada, porque a questão do planejamento de vida existe no modelo, mas não foi esse o alvo central das críticas apontadas.
- D)o fato de o novo currículo básico estar fundamentado na formação técnica e profissionalizante.
Errada, porque o novo currículo não se fundamenta só em formação técnica e profissionalizante; essa é apenas uma das possibilidades dos itinerários.
- E)a falta de clareza em relação aos critérios para a criação e oferta de itinerários formativos.
Certa, porque uma das principais críticas foi a falta de critérios claros para criar e ofertar os itinerários formativos, gerando desigualdade e insegurança na implementação.
Gabarito: E
O Novo Ensino Médio foi introduzido pela Lei 13.415/2017, alterando a LDB para ampliar a carga horária e criar a divisão entre formação geral básica e itinerários formativos. Na prática, a proposta prometia mais escolha para o estudante, mas a implementação revelou vários problemas, especialmente na oferta desigual entre redes de ensino e na falta de regras claras para organizar esses itinerários. Foi justamente aí que vieram muitas críticas da sociedade civil: nem sempre a escola consegue oferecer opções reais, e os critérios para abrir, manter e combinar itinerários ficaram pouco transparentes. Em muitas situações, o aluno parecia ter escolha, mas na verdade escolhia entre poucas possibilidades, ou até entre opções que a própria rede conseguia sustentar com dificuldade. Por isso, o alvo das críticas não era simplesmente a ideia de flexibilizar o currículo, mas a ausência de clareza e de padronização suficiente sobre como os itinerários formativos deveriam ser criados e ofertados. A discussão acabou levando a uma revisão do modelo pelo Poder Público, justamente para corrigir essas distorções. Em resumo: o ponto central da questão é a implementação confusa e desigual dos itinerários formativos, e não uma suposta retirada total de disciplinas, nem uma profissionalização obrigatória do currículo. O problema foi mais de desenho e execução do que de slogan bonito no papel.