As concepções atuais de inteligência vão além da visão tradicional que a define como a capacidade de resolver problemas de forma lógica ou matemática. Autores contemporâneos têm proposto conceitos mais amplos, que consideram a inteligência como a capacidade de se adaptar, aprender com experiências, compreender contextos complexos e interagir de maneira eficaz com o ambiente. De acordo com as concepções atuais de inteligência, sob essa perspectiva mais ampla, a inteligência é
- A)determinada principalmente pelo QI (Quociente de Inteligência) de uma pessoa, que é estático e imutável ao longo da vida.
Errada, porque reduz a inteligência ao QI, como se ele fosse um indicador absoluto, estático e suficiente.
- B)multifacetada e inclui habilidades como criatividade, capacidade de resolver problemas práticos e habilidades sociais, além da capacidade cognitiva.
Certa, porque adota uma visão ampla e multidimensional da inteligência, incluindo criatividade, habilidades sociais e solução de problemas práticos.
- C)essencialmente genética e não pode ser influenciada pelo ambiente ou pela experiência.
Errada, porque desconsidera a influência do ambiente, da experiência e da aprendizagem no desenvolvimento da inteligência.
- D)uma característica fixa e inata de cada indivíduo, que não pode ser desenvolvida ou aprimorada.
Errada, porque trata a inteligência como fixa e inata, contrariando as concepções atuais que admitem desenvolvimento e adaptação.
- E)exclusivamente uma questão de habilidades cognitivas, como memória, raciocínio lógico e capacidade de aprendizado.
Errada, porque limita a inteligência apenas a habilidades cognitivas clássicas, ignorando outras dimensões importantes.
Gabarito: B
A ideia de inteligência mudou bastante ao longo do tempo. Antes, era comum reduzi-la ao raciocínio lógico e ao famoso QI, como se isso resumisse toda a capacidade de uma pessoa. Hoje, essa visão ficou curta: entende-se que inteligência envolve também adaptação, aprendizagem com a experiência, leitura de contexto e uso eficiente das habilidades no dia a dia. Nessa perspectiva mais ampla, a pessoa inteligente não é só quem resolve conta rápido ou faz teste bem. Ela também pode criar soluções novas, lidar com problemas práticos, compreender relações sociais e agir bem em ambientes diferentes. Em outras palavras, inteligência não é uma caixinha única, mas um conjunto de capacidades que aparecem de modos variados. É exatamente por isso que a letra B está correta. Ela apresenta a inteligência como multifacetada, incluindo criatividade, resolução de problemas práticos e habilidades sociais, além da dimensão cognitiva. Isso conversa com teorias contemporâneas mais amplas, como a de Howard Gardner, com as inteligências múltiplas, e também com autores que defendem uma visão mais adaptativa e contextual da inteligência. Já as demais alternativas voltam para a visão antiga e fechada, tratando inteligência como algo fixo, puramente genético ou limitado ao QI. Esse tipo de leitura não combina com a concepção atual cobrada em pedagogia, que valoriza desenvolvimento, contexto e diversidade de competências.