Ao longo de todo o percurso histórico-cultural, desde seu surgimento até aqui, a função social da escola tem sido pensada e repensada por muitos teóricos, poderes políticos e comunidade em geral. Enquanto espaço educativo, a dialética de seu próprio processo de significado, perguntar-se: para além do compromisso educativo, como, para quem e por que educar? Diante das possibilidades de mudança e afastando-se do retrocesso, deveria ser ampliado o diálogo na construção de si mesma, em busca do elo perdido: a função social da escola inclusiva, que pode estar determinada
- A)na forma que realiza as atividades.
Errada, porque a forma de realizar atividades é apenas um aspecto operacional e não define, sozinha, a função social inclusiva da escola.
- B)na maneira que concebe inteligência e aprendizagem.
Errada, porque conceber inteligência e aprendizagem de modo amplo ajuda a inclusão, mas a questão pede a base da prática educativa da escola como um todo.
- C)em como fundamenta sua prática educativa para todos.
Certa, porque a escola inclusiva se sustenta em uma prática educativa pensada para todos, com acessibilidade, participação e direito de aprender.
- D)pelas práticas assistencialistas em detrimento das educativas.
Errada, porque práticas assistencialistas enfraquecem a dimensão pedagógica e não correspondem à ideia de escola inclusiva.
- E)pelo atendimento das impossibilidades dos estudantes com deficiência.
Errada, porque a escola inclusiva não deve se organizar a partir das impossibilidades do estudante com deficiência, mas a partir de suas potencialidades e da remoção de barreiras.
Gabarito: C
A função social da escola não se resume a “dar aula”: ela envolve formar sujeitos, garantir acesso ao conhecimento e produzir inclusão real. Quando a questão fala em escola inclusiva, está perguntando como a escola organiza sua prática para que todos aprendam, sem excluir ninguém pela deficiência, pela origem social ou por ritmos diferentes de aprendizagem. Nesse ponto, a ideia central é simples: uma escola inclusiva precisa fundamentar sua prática educativa para todos. Isso significa rever currículo, métodos, avaliação, acessibilidade e relação pedagógica, para que a diferença não seja tratada como problema, mas como parte da vida escolar. A LDB (Lei 9.394/1996) e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) caminham nessa direção ao defender atendimento educacional adequado e eliminação de barreiras. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Ela expressa exatamente a função social da escola inclusiva: construir uma prática pedagógica que alcance todos os estudantes, com equidade, participação e aprendizagem. Não basta “ter boa vontade” ou oferecer ajuda pontual; a escola precisa se organizar pedagogicamente para incluir de verdade. As demais alternativas escorregam para ideias parciais ou até distorcidas. Em prova da FGV, vale ficar atento: a banca costuma trocar o foco da inclusão por detalhes de funcionamento, assistência ou adaptação sem base pedagógica mais ampla.