A teoria herbartiana diz que, após a preparação, o professor já pode fazer a apresentação do novo assunto aos alunos – os conceitos morais, históricos e científicos que serão a matéria do processo de ensino-aprendizagem: eles são o carro-chefe do processo mental, e são eles que guiam os interesses dos alunos. GHIRALDELLI JR., P. História da educação brasileira. São Paulo: Cortez, 2008. Na concepção de Frank Herbart, a fase da preparação consiste em
- A)envolver os alunos em experiências educativas baseadas em seus interesses e necessidades.
Errada, porque envolver o aluno por interesses e necessidades é uma ideia mais ligada à Escola Nova, não à etapa de preparação de Herbart.
- B)conscientizar os alunos de maneira crítica sobre suas realidades sociais com vistas à transformação.
Errada, pois a conscientização crítica para transformação social é característica da pedagogia crítica, especialmente em Paulo Freire.
- C)criar conexões entre o conhecimento prévio do aluno e o novo conteúdo a ser apreendido.
Certa, porque a preparação em Herbart serve para ativar conhecimentos prévios e fazer a ponte com o novo conteúdo.
- D)produzir um ambiente de aprendizado autodirigido, favorecendo a exploração independente.
Errada, porque aprendizagem autodirigida e exploração independente não definem a preparação herbartiana, que é mais guiada pelo professor.
- E)refletir filosoficamente sobre a educação, buscando entender seus fundamentos e propósitos.
Errada, já que reflexão filosófica sobre os fundamentos da educação não corresponde à fase de preparação do método herbartiano.
Gabarito: C
Frank Herbart é um clássico da Pedagogia que organizou o ensino em etapas bem marcadas: preparação, apresentação, comparação, generalização e aplicação. A ideia central é que o professor não joga o conteúdo “do nada” para o aluno; primeiro ele aquece o terreno, ativa o que a turma já sabe e cria uma ponte entre a experiência anterior e o novo assunto. Na fase da preparação, o foco é justamente chamar a atenção do aluno, recuperar conhecimentos prévios e ligar o conteúdo novo a algo já conhecido. É como dizer: “antes de entrar no assunto, vamos lembrar o que você já viu e onde isso se encaixa”. Isso facilita a aprendizagem porque o novo conhecimento não entra solto, ele entra com apoio. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz com precisão essa função da preparação: criar conexões entre o conhecimento prévio do aluno e o novo conteúdo a ser apreendido. Essa leitura está alinhada à didática herbartiana, que valoriza a organização do ensino em passos lógicos e a ligação entre o que o aluno já sabe e o que ainda vai aprender. As demais alternativas trazem ideias de outras abordagens pedagógicas, mais ligadas ao escolanovismo, ao sociointeracionismo ou à pedagogia crítica. Em Herbart, a lógica é mais estruturada e menos “deixar rolar”: primeiro prepara, depois apresenta. Sem esse aquecimento, o conteúdo entra como visita surpresa e a aprendizagem sofre.