De certo, a tecnologia da informação e comunicação nos “obriga” a repensar as ortodoxas formas de organizar a sala de aula pela sua capacidade disruptiva de explorar o conhecimento e construir novos saberes: em vez de controle, mediação, participação e não apenas interação, descentralização do saber do professor para a aprendizagem centrada na experiência do estudante. Leva-nos a reconsiderar novos moldes pedagógicos na relação com o outro e com o conhecimento, uma vez que exige flexibilidade na relação ensino e aprendizagem. Considerando a diversidade de aprendizagem trazida pelo estudante e principalmente pelo estudante com deficiência intelectual ou transtorno do espectro autista, sobre o uso da tecnologia da informação e comunicação (TIC) na acessibilidade à aprendizagem, assinale a afirmativa correta.
- A)O uso da TIC como uma atividade, preenchendo o tempo pedagógico proposto na sala de aula comum.
Errada, porque reduzir a TIC a mero preenchimento do tempo pedagógico esvazia seu potencial educativo e inclusivo.
- B)o uso da TIC como recurso de fortalecimento da fala do(a) professor(a).
Errada, pois a TIC não serve só para reforçar a fala do professor, mas para ampliar a participação e a autonomia do estudante.
- C)o uso da TIC na formalização de novos espaços de aprendizagem que oferecem autonomia, convivência com a diversidade, e compartilhamento.
Certa, porque a TIC pode criar novos espaços de aprendizagem que favorecem autonomia, convivência com a diversidade e compartilhamento.
- D)o uso da TIC como proposta de única atividade na sala de aula.
Errada, porque a tecnologia não deve ser a única atividade da sala de aula, mas um recurso articulado ao processo pedagógico.
- E)o uso da TIC é suficiente recurso de aprendizagens e sempre que é utilizada fará diferença na vida dos(as) estudantes.
Errada, pois a TIC não é, por si só, garantia de aprendizagem; seu efeito depende de intencionalidade pedagógica e mediação adequada.
Gabarito: C
A questão trata da TIC como ferramenta de acessibilidade à aprendizagem, especialmente em contextos de diversidade, como no caso do estudante com deficiência intelectual ou com TEA. Aqui, a ideia central não é usar tecnologia para “enfeitar” a aula, nem para ocupar tempo, mas para criar condições reais de participação, autonomia e construção de conhecimento. Na perspectiva pedagógica atual, a TIC pode ampliar caminhos de acesso ao conteúdo, favorecer diferentes ritmos de aprendizagem e permitir novas formas de interação com o saber e com os colegas. Isso conversa diretamente com a educação inclusiva e com o desenho de ambientes mais flexíveis, que respeitam as necessidades de cada estudante. Por isso, a alternativa C está correta: ela apresenta a TIC como meio de formalizar novos espaços de aprendizagem, com autonomia, convivência com a diversidade e compartilhamento. Em outras palavras, a tecnologia deixa de ser coadjuvante decorativo e passa a ser ponte para a aprendizagem significativa. Esse entendimento está alinhado com a LDB (Lei 9.394/1996), com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que valorizam a acessibilidade, a participação e as adaptações necessárias para garantir aprendizagem a todos.