Embora a estrutura das escolas tenha mudado pouco desde o início do século XX, as formas de aprendizado dos alunos evoluíram significativamente, especialmente com a influência das tecnologias digitais. Assinale a opção que identifica corretamente um aspecto da influência das tecnologias sobre o mundo contemporâneo.
- A)A organização da sociabilidade em redes propicia configurações mais hierarquizadas.
Errada, porque a sociabilidade em rede tende a ampliar conexões horizontais e não a produzir configurações mais hierarquizadas.
- B)O modo de circulação de informação hoje impõe formas mais centralizadas de comunicação.
Errada, porque a circulação de informação nas tecnologias digitais ficou mais descentralizada e veloz, não mais centralizada.
- C)As competências que fazem a diferença hoje são do tipo coletivo e distribuído.
Certa, porque o contexto atual valoriza competências construídas de forma colaborativa, em rede e com distribuição de saberes.
- D)O modo de interação das pessoas tem se tornado cada vez mais concreto e materializado.
Errada, porque a interação digital torna as relações mais mediadas, imateriais e virtuais, não mais concretas e materializadas.
- E)O ritmo acelerado das mudanças tecnológicas favorece relações sociais mais estáveis.
Errada, porque o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas costuma gerar fluidez e instabilidade nas relações, não estabilidade.
Gabarito: C
As tecnologias digitais mudaram menos a arquitetura da escola do que a forma de aprender, interagir e produzir conhecimento. Hoje, a informação circula em rede, com muita troca entre pessoas, grupos e plataformas, e isso faz com que a competência mais valorizada não seja só saber decorar conteúdo, mas saber colaborar, filtrar, combinar e compartilhar saberes. É por isso que a alternativa C está correta: no mundo contemporâneo, as competências que realmente fazem diferença tendem a ser coletivas e distribuídas. Ou seja, não dependem apenas de um indivíduo isolado, mas de articulação entre várias pessoas, repertórios e conexões. É a lógica da rede: ninguém sabe tudo, mas muita gente conectada consegue ir mais longe. As outras opções erram porque descrevem um cenário oposto ao que as tecnologias digitais trouxeram. Em vez de hierarquia rígida, centralização e materialidade, o que se vê é mais horizontalidade, maior velocidade de circulação de dados e formas de interação cada vez mais mediadas por ambientes digitais. Esse entendimento dialoga com autores como Manuel Castells, que fala da sociedade em rede, em que fluxos de informação, colaboração e conectividade ganham destaque. Em concursos, quando aparecer tecnologia educacional e mundo contemporâneo, desconfie de frases que tentam vender o velho modelo centralizado como se ele fosse o novo.