“Muitos jovens e adultos dominam noções matemáticas aprendidas de maneira informal ou intuitiva, antes de entrar em contato com as representações simbólicas convencionais. Esse conhecimento reclama um tratamento respeitoso e deve constituir o ponto de partida para o ensino e a aprendizagem da Matemática.” BRASIL. Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos. Segundo Segmento do Ensino Fundamental: 5ª a 8ª série. Matemática, Ciências, Arte e Educação Física. v. 3. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília: MEC, 2002. O trecho acima ressalta a importância de relacionar a base de conhecimentos matemáticos prévios dos estudantes jovens e adultos com
- A)o respeito aos símbolos convencionais.
Errada, porque o trecho não fala apenas em respeitar símbolos, mas em usar os conhecimentos prévios como base para ir além deles.
- B)o tratamento respeitoso no espaço escolar.
Errada, porque o respeito no espaço escolar é importante, mas não é o foco do trecho, que trata da relação entre saber informal e ensino de Matemática.
- C)a matemática formal apresentada na escola.
Certa, porque o texto afirma que o conhecimento intuitivo do aluno deve servir de ponto de partida para a matemática formal trabalhada na escola.
- D)os conhecimentos provenientes de outras áreas.
Errada, porque o enunciado trata de conhecimentos matemáticos prévios, e não de saberes vindos de outras áreas do currículo.
- E)os conhecimentos matemáticos de crianças e adolescentes.
Errada, porque a referência é aos conhecimentos dos próprios jovens e adultos, e não aos saberes matemáticos de crianças e adolescentes.
Gabarito: C
A questão trata de um princípio muito importante na Educação de Jovens e Adultos: o ponto de partida do ensino precisa ser o saber que o estudante já traz da vida. Isso vale especialmente em Matemática, porque muita gente já calcula, compara, mede e resolve problemas no cotidiano antes mesmo de conhecer a linguagem escolar da disciplina. O texto da proposta curricular afirma que esse conhecimento informal ou intuitivo deve ser respeitado e aproveitado, mas ele não fica parado aí. Ele serve como base para avançar até a Matemática ensinada na escola, com seus símbolos, regras, procedimentos e conceitos mais sistematizados. Em outras palavras: não basta valorizar o que o aluno já sabe; é preciso fazer a ponte para o conhecimento escolar formal. Por isso, o gabarito é a letra C. A ideia central do trecho é justamente relacionar saberes prévios dos estudantes com a matemática formal apresentada na escola. Esse é um entendimento coerente com as orientações curriculares da EJA, que defendem a valorização da experiência do educando e a organização do ensino a partir dela. Na prática, a banca quer ver se você percebeu a diferença entre respeitar o repertório do aluno e transformar esse repertório em aprendizagem escolar. A primeira parte é o reconhecimento; a segunda é a sistematização. É esse segundo passo que a questão está cobrando.