A Educação Matemática Crítica deve se basear em diálogos e discussões, de modo que a aprendizagem seja conduzida pelo interesse dos alunos. Além desse princípio, a preocupação com os papéis sociais da matemática de acordo com o contexto cultural, a noção de matemática em ação e o conceito de cenários de investigação fazem parte das ideias voltadas para a Educação Matemática Crítica apresentadas pelo seguinte professor e pesquisador:
- A)Jean Piaget.
Piaget é associado ao construtivismo e aos estágios do desenvolvimento cognitivo, não à Educação Matemática Crítica.
- B)Gerard Vergnaud.
Vergnaud trabalha principalmente com campos conceituais e aprendizagem matemática, mas não com os conceitos centrais da Educação Matemática Crítica.
- C)Ubiratan D’Ambrosio.
D’Ambrosio é referência na Etnomatemática, ligada à diversidade cultural da matemática, mas não é o autor dos cenários de investigação e da matemática em ação.
- D)Guy Brousseau.
Brousseau é conhecido pela Teoria das Situações Didáticas, voltada à aprendizagem por situações-problema, e não pela abordagem crítica descrita no enunciado.
- E)Ole Skovsmose.
Skovsmose é o autor diretamente ligado à Educação Matemática Crítica, aos cenários de investigação e à matemática em ação.
Gabarito: E
A Educação Matemática Crítica vai além de ensinar contas e fórmulas: ela quer que o aluno use a matemática para ler o mundo, argumentar e tomar decisões com consciência. Nessa visão, a aula não é um monólogo do professor, mas um espaço de diálogo, investigação e problematização da realidade, com o aluno participando ativamente da construção do conhecimento. Isso combina bem com a ideia de aprendizagem orientada pelo interesse do estudante e conectada ao contexto social em que ele vive. O ponto central aqui é a compreensão da matemática como prática social. Ou seja, ela aparece em situações reais, em contextos culturais concretos, e não como um bloco abstrato solto no ar. A Educação Matemática Crítica também destaca a noção de matemática em ação, isto é, a matemática funcionando dentro de práticas sociais, econômicas e políticas, ajudando a interpretar e transformar situações do cotidiano. É exatamente por isso que o gabarito é a letra E, Ole Skovsmose. Ele é o principal nome ligado à Educação Matemática Crítica e formulou ideias como cenários de investigação, nas quais o aluno explora problemas, levanta hipóteses e constrói soluções em ambiente de debate e reflexão. Em termos doutrinários, Skovsmose é referência clássica dessa abordagem, muito cobrada em concursos quando o tema é matemática, crítica social e investigação. Se a questão falar em diálogo, discussão, interesse do aluno, contexto cultural, matemática em ação e cenários de investigação, pense imediatamente em Skovsmose. É o tipo de associação que a banca gosta de fazer parecer “genérica”, mas que tem assinatura bem marcada.