A Base Nacional Comum Curricular indica que nos anos iniciais (1º e 2º anos) do Ensino Fundamental, é esperado que as crianças se alfabetizem. Nesse processo, o documento sinaliza que é preciso que elas desenvolvam uma consciência fonológica. Segundo o documento mencionado, a consciência fonológica na alfabetização é entendida como
- A)o método focado na relação intrínseca entre os sons (fonemas) do português no Brasil e as letras do alfabeto.
Errada, porque não se trata de um método de ensino, mas de uma habilidade de percepção e reflexão sobre os sons da fala.
- B)a percepção dos fonemas do português do Brasil e de sua organização em segmentos sonoros maiores como sílabas.
Certa, porque define a consciência fonológica como a percepção dos fonemas e de sua organização em unidades maiores, como as sílabas.
- C)as relações simples estabelecidas entre a variedade dos fonemas da fala e as letras escritas do português no Brasil.
Errada, porque reduz o conceito a relações entre fala e letras, quando a consciência fonológica vai além da correspondência grafema-fonema.
- D)a noção de quantidade e variedade de língua oral e escrita no português no Brasil, durante a etapa da ortografização.
Errada, porque fala de quantidade e variedade de língua oral e escrita, algo que não define consciência fonológica na BNCC.
Gabarito: B
A BNCC trata a consciência fonológica como uma habilidade importante no processo de alfabetização, especialmente nos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. Em termos simples, é a capacidade de perceber e refletir sobre os sons da fala, reconhecendo que a língua oral pode ser segmentada em unidades menores. Isso inclui perceber palavras, sílabas e fonemas, de forma progressiva. Esse ponto é central porque a criança não aprende a ler e escrever só “olhando letras”; ela precisa entender como a fala se organiza para conseguir relacionar som e escrita. Por isso, a BNCC valoriza atividades que levem a criança a notar rimas, aliterações, segmentação silábica e, mais adiante, a percepção dos fonemas. É um caminho natural dentro da alfabetização, não um truque mecânico. O gabarito está na alternativa B porque ela descreve exatamente essa ideia: perceber os fonemas do português do Brasil e sua organização em segmentos sonoros maiores, como as sílabas. Ou seja, a criança aprende a ouvir, comparar e decompor os sons da língua, o que ajuda diretamente na leitura e na escrita. Como base doutrinária, isso dialoga com a perspectiva da BNCC de que a alfabetização envolve o desenvolvimento de habilidades de análise fonológica e de compreensão do sistema alfabético-ortográfico. Em outras palavras: antes de dominar a escrita, a criança precisa ouvir a língua com mais atenção do que o adulto faz no modo automático.