O Ensino Religioso no Currículo Referência de Minas Gerais para o Ensino Fundamental foi concebido a partir de grandes unidades temáticas. Uma dessas unidades pretende que os estudantes reconheçam, valorizem e acolham o caráter singular e diverso do ser humano, por meio da identificação e do respeito às semelhanças e diferenças entre o eu e os outros, da compreensão dos símbolos e significados e da relação entre imanência e transcendência. Adaptado de MINAS GERAIS. Currículo Referencia de Minas Gerais para o Ensino Fundamental (revisado). Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, p. 589. O trecho se refere à unidade temática denominada
- A)códigos éticos.
Errada, porque códigos éticos remetem a normas de conduta e valores morais, não à construção da identidade e ao reconhecimento da alteridade.
- B)identidades e alteridades.
Certa, porque a unidade trata do eu, do outro, das semelhanças e diferenças e da relação entre imanência e transcendência.
- C)manifestações culturais e religiosas.
Errada, porque manifestações culturais e religiosas se concentram em expressões, ritos e tradições, e não no eixo identitário mencionado no enunciado.
- D)crenças religiosas e filosofias de vida.
Errada, porque crenças religiosas e filosofias de vida é outra unidade temática, voltada a diferentes formas de perceber o mundo e o sentido da vida.
Gabarito: B
No Ensino Religioso, as unidades temáticas costumam organizar os conteúdos a partir de eixos que ajudam o estudante a compreender a experiência humana em sua diversidade. No currículo de Minas Gerais, uma dessas unidades foca exatamente na construção da identidade, no reconhecimento do outro e no respeito às diferenças, algo bem alinhado com a proposta de formação integral prevista na BNCC para o componente Ensino Religioso, de caráter não confessional e voltado ao conhecimento do fenômeno religioso e das visões de vida. A descrição da questão destaca palavras-chave muito fortes: singular e diverso, semelhanças e diferenças entre o eu e os outros, símbolos e significados, imanência e transcendência. Esse conjunto aponta para a reflexão sobre quem somos, como nos reconhecemos e como acolhemos a alteridade. Em outras palavras, não é uma unidade sobre práticas religiosas em si, mas sobre identidade pessoal e relação com o diferente. Por isso, o gabarito é a alternativa B, identidades e alteridades. Esse é justamente o nome da unidade que trabalha a percepção de si, do outro e das relações humanas mediadas por respeito, diálogo e compreensão. A ideia é desenvolver empatia e convivência democrática, sem reduzir o ensino ao proselitismo, o que também está em consonância com a LDB e com as diretrizes da BNCC para o Ensino Religioso. Se você memorizar esse raciocínio, a questão fica simples: quando o enunciado fala de eu, outro, diferenças, simbolismos e transcendência, ele está piscando para identidade e alteridade. O restante das alternativas trata de temas relacionados ao ensino religioso, mas não descreve essa unidade temática específica.