A pesquisadora Catherine Goldstein, em palestra no Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), disse: “A Matemática não pode estar encapsulada; ela deve se conectar com outras áreas.” Disponível em: https://impa.br/noticias/there-is-no-easy-formula-for-understanding-the-history-of-math/. Acesso: 09 de abril de 2023. A fala da pesquisadora evidencia que, no contexto escolar, o ensino de matemática deve
- A)se sobrepor ao ensino das outras áreas do conhecimento.
Errada, porque a Matemática não deve se sobrepor às outras áreas, mas dialogar com elas.
- B)se relacionar com as outras áreas do conhecimento.
Certa, pois a ideia é exatamente integrar a Matemática a outras áreas do conhecimento, em uma perspectiva interdisciplinar.
- C)ser submetido ao de outras áreas do conhecimento.
Errada, porque nenhuma área do conhecimento deve ser submetida a outra no contexto escolar.
- D)ser restrito às séries finais da escolarização.
Errada, pois a Matemática deve ser ensinada em toda a escolarização, de forma adequada a cada etapa.
- E)ser restrito a uma disciplina escolar.
Errada, porque a Matemática não se limita a uma disciplina fechada; ela se articula com diferentes saberes e situações.
Gabarito: B
A ideia central da fala de Catherine Goldstein é simples e muito cobrada em Pedagogia: conhecimento não vive em caixinhas separadas. Na escola, a Matemática ganha sentido quando conversa com outras áreas, com problemas reais, com leitura, ciência, tecnologia, geografia, economia e por aí vai. Isso é a cara da interdisciplinaridade e da contextualização do ensino. Quando a Matemática se conecta com outros campos, o aluno deixa de decorar fórmulas como se fossem receitas misteriosas e passa a perceber para que elas servem. Em vez de um conteúdo isolado, ela aparece como ferramenta para interpretar situações, resolver problemas e construir pensamento lógico. É um ensino mais significativo, mais próximo da vida e menos “matemática no vácuo”. Na prática escolar, isso combina com os princípios da LDB, que valorizam a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais, além da integração entre conhecimentos. Também dialoga com a Base Nacional Comum Curricular, que incentiva a contextualização e a articulação entre áreas do conhecimento. Ou seja, a Matemática não perde identidade por dialogar com outras disciplinas - ela ganha utilidade e força pedagógica. Por isso, o gabarito é a letra B. A frase da pesquisadora aponta justamente para um ensino de Matemática relacionado com as demais áreas do conhecimento, e não para um conteúdo fechado, isolado ou superior aos outros.