Pensar a construção do conhecimento como um processo caracterizado pelo borramento das fronteiras disciplinares e pela lida com a incerteza, com a contradição e com a desordem é estar sob influência da teoria
- A)da ação comunicativa.
A ação comunicativa trata de entendimento, diálogo e consenso, mas não é a teoria que explica o conhecimento como complexo, incerto e transdisciplinar.
- B)da complexidade.
Correta: a teoria da complexidade entende o conhecimento como processo aberto, interligado e marcado por incerteza, contradição e desordem.
- C)neocognitivista.
Neocognitivista remete a abordagens da cognição e do processamento de informações, mas não ao borramento das fronteiras disciplinares e à complexidade do saber.
- D)curricular crítica.
A curricular crítica enfatiza poder, currículo e crítica social, porém não é a formulação que melhor descreve a construção do conhecimento nos termos do enunciado.
Gabarito: B
A ideia central da questao vem da teoria da complexidade, associada principalmente a Edgar Morin. Ela parte da noção de que o conhecimento não nasce em caixinhas separadas e fechadas, mas em diálogo entre áreas, com fronteiras mais fluidas e com atenção ao que é incerto, contraditório e até desordenado. Em vez de buscar uma realidade linear e totalmente previsível, essa visão aceita que aprender e compreender o mundo envolve idas e vindas, conexões inesperadas e até ambiguidades. Por isso, quando o enunciado fala em borramento das fronteiras disciplinares e em lidar com incerteza, contradição e desordem, ele está descrevendo exatamente esse pensamento complexo. A teoria da complexidade recusa explicações simplificadoras demais e propõe uma leitura mais integrada da realidade, algo muito cobrado em Pedagogia quando a banca quer ligar educação, interdisciplinaridade e formação crítica. O gabarito é a letra B porque é ela que traduz essa concepção de conhecimento aberto, relacional e não linear. As demais alternativas até podem lembrar temas educacionais importantes, mas não explicam esse jeito de pensar a construção do saber como um processo articulado, instável e transdisciplinar. Se você lembrar de uma imagem simples, pense assim: a complexidade não quer a sala de aula como gaveta separada por disciplinas herméticas; ela prefere uma rede de relações, onde aprender também é conviver com o que não fecha redondinho de primeira.