Nos anos 1990, emerge com força os movimentos indígenas no continente latino-americano, renomeado como Abya Yala, A partir daí a luta pela transformação é ressignificada, valorizando a questão social ligada à equidade e à eliminação da desigualdade, e as questões etnorraciais, que assumem lugar de destaque e dão novos contornos e propósitos à pedagogia. RIGHETTO, Guilherme G Competência em informação às minorias sociais: conjecturando princípios. Tese. UFSC: Florianópolis, 2022. Adaptado. O fragmento resume corretamente a pedagogia
- A)descritiva.
Errada, porque pedagogia descritiva não é uma corrente centrada em crítica ao colonialismo, equidade e questões etnorraciais.
- B)comportamentalista.
Errada, porque o comportamentalismo foca em estímulo-resposta e controle de व्यवहार, não em lutas sociais e epistemologias indígenas.
- C)construtivista.
Errada, porque a perspectiva construtivista trata da construção do conhecimento pelo sujeito, mas não explica especificamente a crítica decolonial do enunciado.
- D)decolonial.
Certa, porque a pedagogia decolonial valoriza a resistência indígena, a equidade e a superação da matriz colonial e eurocêntrica.
- E)social.
Errada, porque a pedagogia social é mais ligada à atuação socioeducativa e inclusão social em sentido amplo, sem o foco específico na crítica colonial e etnorracial.
Gabarito: D
A questão fala de um movimento pedagógico que ganha força a partir dos anos 1990, junto com a valorização das lutas indígenas na América Latina, a crítica às desigualdades históricas e a centralidade das questões etnorraciais. Esse conjunto de ideias é típico da pedagogia decolonial, que questiona a herança colonial no conhecimento, na escola e nas relações de poder. A lógica decolonial não quer apenas "incluir" grupos minoritários dentro de um modelo já pronto. Ela quer rever o próprio modelo, porque entende que a escola muitas vezes reproduziu visões eurocêntricas e apagou saberes de povos indígenas, negros e outros grupos subalternizados. Ou seja, a mudança aqui não é cosmética, é estrutural. É por isso que o gabarito é a alternativa D. O texto menciona equidade, eliminação da desigualdade e destaque às questões etnorraciais, exatamente o tipo de preocupação que marca a pedagogia decolonial. Na prática, isso conversa com autores e correntes que criticam o colonialismo do saber e defendem pluralidade epistemológica. Se voce lembrar que "decolonial" é a pedagogia que combate a centralidade europeia e valoriza conhecimentos historicamente silenciados, já mata a questão sem drama.