O plano de aula é um detalhamento do plano do ensino. As unidades (conteúdos) e subunidades (tópicos) que foram previstas em linhas gerais deverão ser especificadas e sistematizadas para uma situação didática real. A preparação de aulas é uma tarefa indispensável e, assim como o plano de ensino, deve resultar em um documento escrito que servirá para orientar as ações do professor e possibilitar constantes revisões e aprimoramentos do processo de ensino-aprendizado. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994, p. 241. Adaptado. De acordo com o texto, o professor na elaboração do plano de aula deve considerar que
- A)o nível de preparação inicial dos alunos em relação ao conteúdo novo é irrelevante, uma vez que o papel da escola é ensinar.
Errada, porque o nível de preparação prévia dos alunos é essencial para definir estratégias, mediações e o ponto de partida da aula.
- B)as unidades ou os tópicos devem ser trabalhados em uma única aula, abarcando, de forma articulada, todas as fases do aprendizado.
Errada, pois um tópico não precisa ser esgotado em uma única aula; o conteúdo pode ser desdobrado em várias etapas.
- C)cada tópico é autônomo e independe de uma sequencialidade lógica durante o processo de ensino-aprendizado
Errada, porque os tópicos devem seguir uma sequência lógica e articulada, e não serem tratados como blocos isolados.
- D)o tipo de avaliação a ser utilizado deverá ser definido previamente e deve priorizar os aspectos quantitativos em relação aos qualitativos
Errada, pois a avaliação não se limita ao aspecto quantitativo e deve considerar dimensões qualitativas do processo de aprendizagem.
- E)o tempo de duração dos momentos didáticos do desenvolvimento metodológico variam conforme o processo de ensino-aprendizado.
Certa, porque o tempo dos momentos da aula deve ser flexível e ajustado conforme as necessidades do ensino-aprendizagem.
Gabarito: E
O plano de aula é o recorte mais concreto do planejamento: ele pega o que foi pensado no plano de ensino e transforma isso em ação didática real. Em vez de ficar só na intenção, o professor organiza objetivos, conteúdos, métodos, recursos e avaliação para uma aula específica, com começo, meio e fim bem articulados. Aqui está a chave da questão: não existe receita engessada de tempo para cada momento da aula. A duração da apresentação, da prática, da fixação ou da avaliação pode variar conforme o conteúdo, a turma, o ritmo da aprendizagem e as respostas dos alunos. Uma aula boa não é a que corre igual um cronômetro, mas a que faz sentido pedagogicamente. Isso combina com a perspectiva de Libâneo, que trata o planejamento como algo flexível, orientado pela realidade concreta da sala de aula e sujeito a revisões. O plano serve para guiar o trabalho do professor, mas sem virar uma prisão de minutagem. Se a turma precisa de mais tempo para entender um conceito, o professor ajusta. Se avançou rápido, também pode reorganizar. Por isso, a alternativa E está correta: o tempo de duração dos momentos didáticos do desenvolvimento metodológico varia conforme o processo de ensino-aprendizagem. As demais opções trazem ideias rígidas demais, como se ensinar fosse seguir um roteiro inflexível, e a didática não funciona bem assim.