Alunos com deficiência intelectual, ao contrário do estigma pejorativo de que não têm capacidade para aprender, podem se desenvolver quando as práticas educacionais oferecem o apoio necessário para sua aprendizagem. As opções a seguir apresentam exemplos dessas praticas, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Desenvolver habilidades adaptativas.
Certa, porque desenvolver habilidades adaptativas ajuda o aluno a ampliar autonomia e participação no cotidiano escolar e social.
- B)Identificar as competências e habilidades prévias.
Certa, porque identificar saberes e habilidades prévias permite planejar intervenções compatíveis com o ponto de partida do aluno.
- C)Estimular a atenção do aluno para as atividades.
Certa, porque estimular a atenção faz parte do apoio pedagógico necessário para favorecer a aprendizagem e a permanência na tarefa.
- D)Trabalhar conteúdos curriculares de forma abstrata.
Errada, porque a abordagem excessivamente abstrata tende a dificultar a compreensão e nao e a estrategia mais adequada para alunos com deficiência intelectual.
Gabarito: D
A deficiência intelectual nao significa incapacidade de aprender. O que acontece e que a aprendizagem costuma exigir mais mediação, mais tempo, recursos adequados e objetivos bem escolhidos. Em outras palavras: a sala de aula precisa sair do modo “decore e pronto” e entrar no modo “vamos construir junto”. Nesse tema, a ideia central e a de educação inclusiva com apoio pedagógico efetivo. A pratica docente precisa considerar o nivel de desenvolvimento do aluno, suas competências ja adquiridas, suas necessidades de apoio e a estimulação de habilidades funcionais e adaptativas. Isso conversa com a LDB (Lei 9.394/1996), que garante atendimento educacional especializado e recursos adequados, e com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que reforça a inclusão com acessibilidade, participação e aprendizagem. Por isso, identificar competências prévias, estimular a atenção e desenvolver habilidades adaptativas sao condutas pedagógicas coerentes com esse perfil de estudante. Elas ajudam a organizar o ensino de forma possível, concreta e significativa, sem subestimar o aluno. A lógica e simples: antes de exigir, o professor precisa apoiar. O gabarito e a letra D porque trabalhar conteúdos curriculares de forma abstrata, sem adaptação e sem mediação concreta, costuma ser justamente o oposto do que favorece a aprendizagem de alunos com deficiência intelectual. Para esse público, abstração excessiva pode virar um muro; o caminho costuma ser mais concreto, contextualizado e funcional.