Segundo a concepção da Psicogênese da Língua Escrita, de Ferreiro e Teberosky, todas as crianças desenvolvem hipóteses semelhantes sobre o funcionamento da escrita alfabética na medida em que têm contato e ganham familiaridade. Essas hipóteses são, na ordem,
- A)pré-silábica, silábica e alfabética.
Correta: essa é a sequência clássica das hipóteses de escrita na psicogênese de Ferreiro e Teberosky.
- B)fônica, silábica e alfabética.
Errada: “fônica” não é a etapa inicial da psicogênese; essa formulação mistura a teoria psicogenética com abordagem de consciência fonológica.
- C)fônica, alfabética e global.
Errada: a teoria não organiza as hipóteses nessa ordem, e “global” não é uma fase clássica da psicogênese da escrita.
- D)silábica, alfabética e global.
Errada: a sequência começa antes da etapa silábica, e “global” novamente não faz parte da classificação de Ferreiro e Teberosky.
- E)pré-silábica, silábica e fônica.
Errada: a fase fônica não substitui a etapa alfabética na teoria psicogenética, e a ordem apresentada está incorreta.
Gabarito: A
A Psicogênese da Língua Escrita, de Ferreiro e Teberosky, mostra que a criança não aprende a escrever apenas “decorando letras”; ela vai construindo hipóteses sobre como a escrita funciona a partir do contato com textos, nomes, rótulos e situações reais de leitura e escrita. É como se ela fosse testando, aos poucos, “como esse código conversa com a fala”. Nessa trajetória, aparecem etapas bem conhecidas: primeiro a fase pré-silábica, quando a criança ainda não relaciona, de modo estável, a quantidade de letras com a fala; depois a fase silábica, em que ela passa a acreditar que cada sílaba corresponde a uma grafia; e, por fim, a fase alfabética, quando compreende que a escrita representa os sons da fala com maior precisão. Por isso, o gabarito é a alternativa A: pré-silábica, silábica e alfabética. Essa sequência é a clássica na teoria psicogenética e costuma aparecer em provas da FGV com a intenção de ver se voce confunde “hipótese de escrita” com método de ensino fônico, o que não é a mesma coisa. Vale lembrar: a LDB, ao tratar da Educação Infantil, reforça a importância de experiências que ampliem o repertório cultural e linguístico da criança, o que combina com a ideia de contato significativo com a escrita. Mas a base da questão aqui é doutrinária, da psicogênese da língua escrita.