Leia os trechos a seguir. I. Tem o propósito de subsidiar os gestores com informações mais simples e tempestivas sobre a operação e os efeitos do programa, resumidas em painéis ou sistemas de indicadores de acompanhamento. Para isto, precisa-se de indicadores coletados e calculados com uma periodicidade que permita aos gestores reagir ainda dentro de um ciclo de execução do programa. II. Tem o propósito de subsidiar os gestores com informações mais aprofundadas e detalhadas sobre o funcionamento e os efeitos do programa, levantadas nas pesquisas de análise. Para isto, precisa-se de perguntas formuladas de forma empírica ou não sobre o diagnóstico, implantação, execução, resultados e impactos do programa, com fins de subsidiar o aperfeiçoamento do mesmo. Os trechos definem, respectivamente as noções de
- A)registro e monitoramento.
Errada, porque registro não substitui o sentido de acompanhamento contínuo descrito no item I, nem explica a análise mais profunda do item II.
- B)avaliação e controle.
Errada, pois inverte os conceitos e trata controle como se fosse o acompanhamento simples e avaliação como algo secundário.
- C)controle e coordenação.
Errada, porque controle e coordenação não correspondem às definições dadas, que falam de acompanhamento por indicadores e análise aprofundada de resultados.
- D)monitoramento e avaliação.
Certa, porque o item I descreve monitoramento e o item II descreve avaliação.
- E)coordenação e registro.
Errada, porque coordenação e registro não são as noções centrais descritas nos trechos.
Gabarito: D
Aqui a banca está cobrando a diferença entre monitoramento e avaliação, uma dupla que vive aparecendo em políticas públicas. Monitoramento é o acompanhamento contínuo e mais ágil da execução do programa, com indicadores simples, periódicos e úteis para ajustes durante o caminho. Ele responde, em geral, à ideia de "como o programa está andando agora?". Já a avaliação vai além: busca entender de forma mais profunda como o programa funciona, quais resultados produz e que impactos gera. Para isso, usa pesquisas, perguntas analíticas e maior detalhamento sobre diagnóstico, implementação, execução e efeitos. Em outras palavras, é o momento de olhar com mais lupa e menos pressa. Por isso, o item I descreve monitoramento, porque fala em informações mais simples e tempestivas, resumidas em painéis e indicadores de acompanhamento. O item II descreve avaliação, pois trata de informações aprofundadas e detalhadas, levantadas em pesquisas de análise para aperfeiçoar o programa. O gabarito D está correto exatamente por essa ordem: monitoramento primeiro, avaliação depois. Essa distinção é clássica na literatura de gestão e avaliação de políticas públicas, usada também em documentos técnicos de gestão de programas governamentais.