Ainda que alguns indivíduos tentem retardar a incidência das novas tecnologias, isso, quando muito, apenas servirá como desestímulo para o estudante, e mais cedo ou mais tarde provocará um asfixiamento institucional, causado pela incapacidade de comunicação da instituição com a massa de estudantes que a compõe. Adaptado de ALVES, R. M. “As novas tecnologias de informação e comunicação: um novo lugar cultural na instituição escola”. Ponto e Vírgula, nº 11, 2012. O trecho acima trata da relação entre instituições educacionais e as novas tecnologias da informação e comunicação. Nele, aponta-se a necessidade de que as instituições
- A)permitam o uso de tecnologias eletrônicas no ambiente escolar como forma de lazer.
Errada, porque reduz a tecnologia escolar a lazer, quando o texto fala em integração pedagógica e comunicação com os estudantes.
- B)amenizem o impacto das novas tecnologias no desenrolar padrão do processo de ensino-aprendizagem.
Errada, porque a ideia não é apenas amenizar impactos, mas incorporar as tecnologias de modo consciente e estruturante.
- C)acompanhem a emergência das novas tecnologias e as inclua no seu projeto pedagógico.
Certa, porque expressa a necessidade de acompanhar as novas tecnologias e inseri-las no projeto pedagógico da instituição.
- D)consigam neutralizar os possíveis efeitos das tecnologias sobre o ânimo do corpo discente.
Errada, porque o problema não é neutralizar efeitos sobre o ânimo discente, e sim evitar o distanciamento institucional em relação à cultura digital.
Gabarito: C
O texto de Rubem Alves defende uma ideia bem típica em debates sobre tecnologias educacionais: a escola não pode ficar parada enquanto a cultura digital avança. Se a instituição ignora as novas tecnologias, ela corre o risco de se afastar da linguagem e do cotidiano dos estudantes, perdendo sentido e capacidade de संवादação com eles. Em outras palavras, não basta “tolerar” tecnologia como enfeite; é preciso integrá-la de forma pedagógica. Por isso, o ponto central da questão é a necessidade de acompanhamento das transformações tecnológicas e de sua incorporação ao projeto pedagógico da escola. Isso conversa com a ideia de gestão democrática e de construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico, que deve refletir a realidade dos alunos e as demandas sociais do tempo presente. Na prática, a tecnologia em educação não é só usar computador, tablet ou internet. É pensar como esses recursos ajudam na aprendizagem, na interação, na pesquisa e na produção de conhecimento. Quando a escola se fecha para isso, ela fica parecendo uma biblioteca sem portas: cheia de conteúdo, mas desconectada do mundo lá fora. Então, o gabarito C está correto porque traduz exatamente a mensagem do texto: as instituições educacionais precisam acompanhar a emergência das novas tecnologias e incluí-las no seu projeto pedagógico, em vez de resistir a elas ou tratá-las apenas como distração.