De acordo com a Resolução CNE-CEB nº 07/2010, que fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, a avaliação deve “assumir um caráter processual, formativo e participativo, ser contínua, cumulativa e diagnóstica”. Sobre as implicações previstas na referida resolução como resultado da adoção do caráter a ser assumido pela avaliação, assinale a afirmativa incorreta.
- A)Aferir os diferentes graus de desempenho dos estudantes, para fins de promoção e retenção na sequência de séries, assim como para a organização de classes homogêneas sob o ponto de visa dos potenciais de aprendizagem.
Errada, porque transforma a avaliação em instrumento de classificação, retenção e agrupamento homogêneo, o que contraria o caráter formativo previsto na Resolução CNE-CEB nº 07/2010.
- B)Identificar potencialidades e dificuldades de aprendizagem e detectar problemas de ensino.
Certa, pois a avaliação diagnóstica deve identificar potencialidades, dificuldades de aprendizagem e também problemas no processo de ensino.
- C)Manter a família informada sobre o desempenho dos alunos.
Certa, porque a resolução prevê o acompanhamento e a comunicação dos resultados às famílias.
- D)Reconhecer o direito do aluno e da família de discutir os resultados de avaliação, inclusive em instâncias superiores à escola, revendo procedimentos sempre que as reivindicações forem procedentes.
Certa, pois o aluno e a família têm direito de discutir os resultados da avaliação, inclusive em instâncias superiores à escola, com revisão dos procedimentos quando cabível.
- E)Subsidiar decisões sobre a utilização de estratégias e abordagens de acordo com as necessidades dos alunos, criar condições de intervir de modo imediato e a mais longo prazo para sanar dificuldades e redirecionar o trabalho docente.
Certa, já que a avaliação deve subsidiar decisões pedagógicas, orientar estratégias e permitir intervenções imediatas e de longo prazo para superar dificuldades.
Gabarito: A
A Resolução CNE-CEB nº 07/2010, ao tratar da avaliação no Ensino Fundamental de 9 anos, deixa claro que ela não pode ser vista como um simples “termômetro final” para separar quem passou de quem ficou. A ideia é outra: a avaliação deve ser processual, formativa, participativa, contínua, cumulativa e diagnóstica. Na prática, isso significa usar a avaliação para conhecer o avanço do estudante, identificar dificuldades, ajustar a ação pedagógica e manter a família informada. Ela também serve para garantir que o aluno e sua família possam discutir os resultados, inclusive com revisão de procedimentos quando houver fundamento. Por isso, a alternativa A está errada: ela fala em aferir desempenho para promoção e retenção e ainda sugere classes homogêneas conforme potenciais de aprendizagem. Isso combina mais com uma lógica seletiva e classificatória, que contraria frontalmente a diretriz da resolução. O ponto central da norma é avaliar para melhorar a aprendizagem, e não para rotular, separar ou cristalizar diferenças. Em concurso, sempre desconfie quando a avaliação aparece com cara de “peneira” pedagógica.