Na década de 1970, segundo o documento curricular do Estado do Tocantins – Ensino Médio, a Educação Física tinha como objetivo
- A)a detecção de alunos com potencial crítico-reflexivo a partir da cultura corporal de movimento.
Errada, porque a detecção de alunos com potencial crítico-reflexivo pela cultura corporal de movimento é uma visão mais contemporânea e crítica da Educação Física.
- B)a busca de novos talentos para participar de competições internacionais.
Certa, pois nos anos 1970 predominava a lógica esportivista, voltada à identificação de talentos para o esporte de rendimento e competições.
- C)o desenvolvimento crítico-emancipatório dos alunos, a partir do esporte e da educação.
Errada, porque o desenvolvimento crítico-emancipatório é uma abordagem pedagógica posterior, ligada à superação do modelo esportivista.
- D)a psicocinética, a partir dos referenciais do desenvolvimentismo emocional-motor.
Errada, porque a psicocinética e o desenvolvimentismo emocional-motor não traduzem o objetivo predominante da Educação Física na década de 1970.
- E)a análise historiográfico-crítica das práticas esportivas.
Errada, porque a análise historiográfico-crítica das práticas esportivas pertence a uma leitura mais reflexiva e acadêmica, não ao enfoque da época.
Gabarito: B
Na década de 1970, a Educação Física escolar no Brasil foi muito marcada por uma visão esportivista e tecnicista. Em vez de priorizar reflexão crítica, cultura corporal ampla ou formação emancipatória, o foco era quase sempre o rendimento, a disciplina corporal e a seleção dos mais habilidosos. Era a lógica do "treino para competir", com a escola funcionando como uma espécie de peneira esportiva. Por isso, o documento curricular do Estado do Tocantins aponta que, nesse período, o objetivo da Educação Física era a busca de novos talentos para participar de competições internacionais. Essa ideia combina com o contexto histórico da época, em que o esporte escolar muitas vezes servia para alimentar o alto rendimento, e não para desenvolver criticidade ou inclusão. As demais alternativas trazem concepções mais recentes ou de outra matriz teórica, como a cultura corporal, a psicocinética e o desenvolvimento crítico-emancipatório. Tudo isso apareceu depois, especialmente com a renovação pedagógica da área a partir dos anos 1980 e 1990. Então, aqui, a banca quer que você reconheça o "cheiro" da década de 1970: mais desempenho, menos reflexão.