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Pedagogia · FGV · 2023

Questão comentada de Pedagogia

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os currículos reconhecem que a educação tem um compromisso com a formação e o desenvolvimento humano global, em suas dimensões intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica. A BNCC e os currículos têm papéis complementares para assegurar que as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica se materializem mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação e o adequem à realidade local, considerando a autonomia das redes de ensino, como também o contexto e as características dos alunos. MEC. Base Nacional Comum Curricular. p.16. Adaptado. Em relação à educação integral, as afirmativas a seguir descrevem ações pedagógicas que caracterizam um currículo em ação, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: C

A BNCC trata a educação integral como formação humana global, ou seja, o currículo não pode ficar preso só no conteúdo “de livro”; ele precisa dialogar com a realidade do aluno, com a comunidade, com diferentes linguagens, tecnologias e formas de aprender. Em outras palavras, o currículo em ação é aquilo que acontece de verdade na escola: como os conteúdos são apresentados, como as aulas são organizadas, como os alunos são envolvidos e como as aprendizagens são acompanhadas. A Base Nacional Comum Curricular também deixa claro que BNCC e currículos têm papéis complementares. A BNCC define as aprendizagens essenciais, enquanto o currículo da rede e da escola faz as escolhas pedagógicas para concretizar isso no contexto local, com autonomia das redes e atenção às características dos estudantes. Esse é justamente o espírito da questão: ações pedagógicas que contextualizam, integram, diversificam e engajam os alunos fazem parte desse currículo vivo. Por isso, a alternativa C está errada. Ela reduz a avaliação a um foco somativo, centrado em notas ao final do semestre, como se isso bastasse para melhorar escola, professores e alunos. A BNCC e a lógica da avaliação formativa valorizam acompanhamento contínuo, devolutivas e uso pedagógico dos resultados, e não apenas a soma final de pontos. A avaliação pode ter momento somativo, claro, mas não pode virar o centro da educação integral nem o principal critério de melhoria. Então, o ponto-chave é este: educação integral pede currículo contextualizado, interdisciplinar, inclusivo e mobilizador. Quando a alternativa aposta quase tudo em nota final, ela sai da trilha da BNCC e entra no velho atalho do “prova, média e pronto”. E a banca adora exatamente essa troca silenciosa de foco.

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