A mobilização do conhecimento em ações que estimulam a participação e o engajamento dos estudantes mediadas por situações de aprendizagens ativas no ensino de Arte prevê
- A)o deslocamento da figura do professor, como responsável pelo processo de ensino, para o estudante, como protagonista de aprendizagem.
Correta, porque nas aprendizagens ativas o estudante assume papel protagonista e o professor atua como mediador do processo.
- B)a ênfase na transmissão de informações sistematizadas para os alunos, por parte de professores especialistas nas matérias da grade curricular.
Errada, porque descreve um ensino transmissivo e centrado na exposição do professor, oposto às metodologias ativas.
- C)o exercício de princípios dedutivos, pelos quais o docente, primeiro transmite uma teoria para que, em seguida, o aluno possa aplicá-la ou testá-la.
Errada, porque apresenta uma lógica dedutiva e expositiva, em que a teoria vem antes da experiência do aluno.
- D)a crítica à cultura escolar do planejamento das atividades didáticas, substituída pela percepção, espontaneidade e intuitividade que direcionam o processo de aprendizagem.
Errada, porque confunde aprendizagem ativa com espontaneísmo, como se planejamento e intencionalidade didática pudessem ser abandonados.
Gabarito: A
A questão trata das aprendizagens ativas no ensino de Arte, que pedem mais participação do estudante, mais investigação, mais criação e menos aula centrada só na fala do professor. A ideia não é transformar a aula em improviso sem rumo, mas colocar o aluno em situação de experimentar, produzir, refletir e construir sentido com a mediação docente. Nesse modelo, o professor continua importante, mas deixa de ser o único centro da cena. Ele organiza propostas, provoca, orienta e cria condições para que o estudante assuma um papel mais protagonista no próprio aprendizado. Isso combina muito com metodologias ativas, que valorizam autoria, colaboração e resolução de problemas. Por isso o gabarito é a letra A. Ela traduz exatamente essa mudança de eixo: o foco sai da figura do professor como transmissor principal e vai para o estudante como sujeito da aprendizagem. Em Arte isso faz ainda mais sentido, porque aprender envolve fazer, perceber, experimentar linguagens e refletir sobre processos, não apenas decorar conteúdos. As demais alternativas escapam desse espírito. Umas descrevem ensino tradicional, centrado na transmissão; outras exageram ao dispensar o planejamento ou o papel docente. Em concurso, sempre desconfie quando a banca tenta vender a ideia de que aprender ativamente é simplesmente largar tudo na mão do aluno. Não é isso.